quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Memórias de Música - 6

Em 1970 surge este single de Hugo Maia de Loureiro, no lado A Canção de Madrugar e no lado B Canção de Amanhecer. José Carlos Ary dos Santos escreveu os poemas e Nuno Nazareth Fernandes as músicas. Os arranjos e a direcção musical são de Thilo Krasmann. Edição da Zip-Zip e o disco tem a particularidade de ter o poema impresso na contra-capa.
A Canção de Madrugar participou no 7º Festival RTP da Canção atingindo o 2º Lugar atrás de Onde vais rio que eu canto de Sérgio Borges.
Num concurso há sempre injustiças, pois este 2º lugar é uma das maiores senão a maior injustiça de todos os Festivais. Muita gente considera a melhor canção de todos os Festivais.
Porque a editora Zip-Zip era emergente, como hoje se diria, há quem assegure que os organizadores do Festival cederam a pressões da Valentim de Carvalho para a Canção de Madrugar não ganhar.
Hugo Maia de Loureiro era conhecido do grande público, em 1960 tinha formado um trio com o irmão e um ilustre desconhecido chamado Luís Cília.
Em 1968 grava o primeiro single e um ano depois grava um EP editado pela Ssassetti. Em 1970 vai como já vimos ao Festival e volta no ano seguinte para cantar Crónica de um dia de que autor e compositor atingindo o 4º lugar.
Em 1972 grava um LP com canções suas e de Fernando Guerra e letras de Graça Varela Cid. Este álbum tem uma produção muito pobre e passe ao lado do público.
Hugo Maia de Loureiro cessa a actividade artística depois do 25 de Abril de 1974.
Fora da actividade artística que foi curta, HML na área desportiva foi cinturão negro de Judo e pentacampeão nacional da modalidade.
Uma curiosidade, ía fazer um espectáculo a uma determinada localidade e alguns dias antes telefonam-lhe a perguntar se trazia músicos, HML responde que ia cantar com play back. Quando chega ao local, o concerto era promovido assim: Hugo Maia de Loureiro e os seus Play-Blacks.

O disco foi gentilmente cedido por Domingos Cardoso

João Balseiro


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Salvo caso de força maior ou catástrofe nacional, este é o último "post" de 2008. Para o ano haverá mais bandarilhas e memórias de música.

RC


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Bom Natal

Para todos os amigos e para aqueles que nos lêem aqui fica uma das melhores.


Quando um Homem Quiser - Paulo de Carvalho

Hoje é dia de recordar o que é o populismo

"Populismo quer dizer demagogia infrene, exploração das emoções, primarismo ideológico, culto quase messiânico do líder, cumplicidade activa com a comunicação social tablóide, espectacularização da política, atenção exclusiva ao curto prazo, desprezo pelas regras institucionais.

Populismo é substituir os cidadãos pelas massas, a política pela festa, as ideias pelo glamour. Populismo é fazer-se de vítima e piscar o olho aos ressabiados dos vários quadrantes. É escarnecer dos que têm noção de serviço público. É exibir a mania das grandezas, prometer “obra” e “animação”. É esconder o vazio com a paródia. É cultivar o clientelismo e a dependência. É preferir o truque, o tráfico de influências, a gestão dos interesses, a negociata.

O populista odeia o trabalho, o estudo, o rigor, o planeamento, o médio prazo, a transparência, a prestação de contas, o compromisso, o escrutínio, o debate de ideias. O populista adora a multidão e a rua tanto quanto aborrece os cidadãos e a cidade.

O populista não olha a meios para atacar os adversários e procura sistematicamente feri-los na sua honra e dignidade.

Há quem se renda ao populista porque confia que lhe traz vantagens no imediato, mesmo sabendo que o preço a pagar será enorme. Há quem se renda porque no fundo se revê nele, porque lhe inveja a desenvoltura e o sucesso. Há quem se renda porque desistiu de pensar e agir com responsabilidade.

Quem se rende ao populismo não ama a democracia.

Augusto Santos Silva"

in http://blog.fundacaorespublica.pt/?p=176

Assenta como uma luva. Clara a definição, simples o enunciado. Vale ao político que poucos sabem ou ousam "intelegere".

Todos diferentes e nada iguais

Para reflexão aqui ficam alguns dados extraídos do sítio Observatoire des Inégalités. Merece bem ser explorado. Mais do que com propaganda e alrdes ridículos sobre décimas de pontos percentuais, é na crua realidade dos factos que temos que encarar a realidade. Para dados em português http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/
Salaire minimum en Europe et aux Etats-Unis
Salaire mensuel brut en vigueur au 1er janvier 2007 (sauf Grèce juillet 2006)

En euros
En parité de pouvoir d'achat
Luxembourg15701503
Irlande14031141
Royaume-Uni13611292
Pays-Bas13011244
Belgique12591203
France12541150
Grèce668768
Espagne666724
Malte585805
Slovénie522701
Portugal470546
Turquie298498
Rép. Tchèque288465
Hongrie258423
Pologne246389
Estonie230362
Slovaquie217351
Lituanie174324
Lettonie172310
Roumanie114204
Bulgarie92216
Etats-Unis676779

Source : Eurostat, Office statistique des Communautés européennes. Année des données : 2007

Pour plus d’information, Salaires minima 2007, Eurostat, Statistiques en bref n°71/2007



Les inégalités de revenus dans les pays riches
Unité : Indicateur de Gini

Indicateur d'inégalités
Danemark0,232
Suède0,234
Autriche0,265
Finlande0,269
Belgique0,271
Pays-Bas0,271
Norvège0,276
France0,281
Allemagne0,298
Australie0,301
Moyenne OCDE0,311
Corée0,312
Canada0,317
Espagne0,319
Japon0,321
Grèce0,335
Irlande0,328
Grande-Bretagne0,335
Italie0,352
Etats-Unis0,381
Portugal0,385



Taux de pauvreté des enfants
Unité : %

Taux avant transferts
Taux après transferts
Evolution années 90*
Danemark11,82,4+ 0,6
Finlande18,12,8+ 0,5
Norvège15,53,4- 1,8
Suède18,04,2+ 1,2
Rép. Tchèque15,86,8+ 4,1
France27,77,5- 0,2
Belgique16,77,7+ 3,9
Hongrie23,28,8+ 1,9
Pays-Bas11,19,8+ 1,7
Allemagne18,210,2+ 2,7
Grèce18,512,4- 0,3
Pologne19,912,7+ 4,3
Espagnenc13,3+ 2,7
Japonnc14,3+ 2,3
Australienc14,7- 1,7
Canada22,814,9- 0,4
Royaume-Uni25,415,4- 3,1
Portugal16,415,6+ 3,2
Irlande24,915,7+ 2,4
Nouvelle-Zélande27,916,3+ 2
Etats-Unis26,621,9- 2,4
Mexique29,527,7+ 3
* différence entre 1991 et 2000, en points de %, entre la proportion d’enfants pauvres.
Source : UNICEF, Rapport sur la pauvreté des enfants. Année des données : 2005

sábado, 20 de dezembro de 2008

Manuel Alegre

Com a responsabilidade do meu voto e do grande envolvimento na campanha presidencial de Manuel Alegre, tenho a grata satisfação de poder afirmar que continuo a ser apoiante indefectível até pelo facto do seu comportamento político e pessoal continuar a ser irrepreensível. Para aqueles que perderam a Grande Entrevista aqui vai ficar o link para uma entrevista que vale a pena ver e ouvir com a máxima atenção:

http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=1-parte-do-programa-de-2008-12-18.rtp&post=579

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Com o nariz na gamela

"Nos primeiros 11 meses de 2008 a Câmara de Lisboa gastou pelo menos 463 mil euros em pareceres jurídicos e advogados particulares. Só em seis pareceres para responder ao Tribunal de Contas foram gastos mais de 102 mil euros. O quadro do município conta com 238 juristas."

in http://jornal.publico.clix.pt/

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Beleza

O sapatinho

Quem é que resiste?

http://bushbash.flashgressive.de/

http://www.sockandawe.com/

O segundo sítio, com quase cinco milhões de visitantes, é praticamente impossível de abrir.

Em vez de bonecos no sapatinho, sapatinhos no boneco.

(Aqui fica uma versão portuguesa...)

A cegueira

Foi com grande expectativa que assisti, há bastante tempo, à visita de membros do nosso governo à Finlândia e à admiração que o sistema de ensino deste país suscitou. Mal sabia eu que tudo não passava de mais um exercício de demagogia barata (barata porque os nossos cidadãos aceitam propaganda em saldo). Para aqueles privilegiados que ainda compreendam francês aqui fica um pequeno artigo com negritos meus. Quem não compreender veja neste post um incentivo à frequência das Novas Oportunidades pois, mesmo que não consiga compreender nada do que a seguir transcrevemos, poderá sempre encaixilhar o diploma:

(in http://inegalites.fr/spip.php?article969&id_mot=31)

"La Finlande, terre d’élection de l’équité éducative
le 11 décembre 2008 
En matière d’éducation, la Finlande qui brille par les performances de ses élèves est aussi un pays où les inégalités de réussite sont les plus faibles. Quels sont les atouts de son système éducatif ? Une analyse de Paul Robert, principal de collège et auteur de La Finlande, un modèle éducatif pour la France ? Les secrets de la réussite, ESF éd.. Extrait des Cahiers pédagogiques.

La Finlande, c’est maintenant bien connu, brille par les performances de ses élèves de 15 ans qui raflent tous les trois ans les podiums des évaluations PISA. Cette constance dans l’excellence, déjà par elle-même remarquable, ne doit pas masquer un autre enseignement de ces enquêtes internationales qui regroupent désormais, au-delà des 30 pays de l’OCDE, 27 pays associés : la Finlande est aussi le pays où les écarts de performance entre élèves sont le plus réduits et où l’impact des conditions socio-économiques est le mieux corrigé. Comment la Finlande parvient-elle à mettre en œuvre, à l’issue de la scolarité obligatoire, une telle équité éducative ? La question mérite d’être posée alors qu’en France, pays qui a inscrit « l’égalité des chances » dans le marbre de ses lois d’orientation, les écarts entre élèves ne cessent de se creuser et que le nombre des laissés-pour-compte de l’éducation reste exceptionnellement élevé.

Il y a 40 ans, la Finlande était dotée d’un système, largement inspiré de l’Allemagne, qui se caractérisait par une sélection précoce et des filières très étanches. Lorsqu’au début des années 1970, la Finlande décida de profondément modifier ce système en créant une école fondamentale unique pour tous les élèves de 7 à 16 ans, les réformateurs s’attachèrent d’abord à construire les bases d’un consensus solide et durable autour de cet objectif : offrir à tous les élèves, quelles que soient leur langue maternelle, leur situation géographique et leur origine sociale, une école de même qualité à proximité de chez eux. Rude défi dans un pays caractérisé par un habitat très dispersé, avec de fortes disparités économiques régionales et comptant trois langues nationales! Les professeurs, notamment ceux du secondaire, ne virent pas tous d’un bon œil la perspective d’accueillir dans un même cursus des publics hétérogènes. On s’efforça, avec une grande diplomatie, de vaincre leurs réticences en acceptant provisoirement des compromis [1] et surtout en les associant étroitement à tous les stades d’élaboration et de mise en œuvre de la réforme. Moyennant quoi, l’objectif fondamental de la réforme ne fut jamais remis en question et l’on put mettre toute son énergie à édifier patiemment ce système qui suscite aujourd’hui l’admiration du monde.

Uniformiser les cursus n’était évidemment qu’une première étape dans la réalisation d’une véritable équité en matière éducative. L’humanisme pragmatique des Finlandais veilla ensuite à gommer tout ce qui, sur le plan matériel, pouvait créer des obstacles à la scolarité des enfants issus de familles socialement défavorisées, en instaurant la gratuité totale de l’éducation y compris pour les repas, les transports (au-delà de 5 km) et les fournitures scolaires. Car il apparaissait évident qu’avant d’attendre d’un enfant qu’il se consacre à l’acquisition des savoirs scolaires, il fallait d’abord s’assurer que ses besoins fondamentaux soient satisfaits.

La Finlande a également élaboré une conception intégrée de la protection de l’enfance où l’école joue un rôle central et où les personnels de l’éducation se sentent pleinement impliqués. Aucun professeur ne croit déchoir de sa mission d’enseignement en allant par exemple au domicile d’un élève afin de se rendre compte des conditions dans lesquelles il vit et travaille, quitte bien sûr à alerter les services sociaux ou de santé si la situation est telle qu’elle nécessite leur intervention.

Sur le plan scolaire, on s’applique à détecter au plus tôt les troubles de l’apprentissage. Le premier dépistage a lieu avant même l’entrée à l’école, ce qui permet aux professeurs d’élaborer, dès la première année, des plans individuels d’éducation qui précisent, pour chaque enfant les objectifs à atteindre en fonction de ses difficultés et les aides à mettre en place.

La Finlande a adopté une définition très large des élèves à besoins éducatifs spéciaux, puisqu’on compte qu’environ 30 % des élèves entrent là-bas dans cette catégorie, soit dix fois plus qu’en France. Les réponses qu’on leur apporte sont graduées en fonction des difficultés et privilégient le plus possible l’intégration. Seuls les élèves affligés de handicaps physique ou mental très lourds sont pris en charge par des institutions spécialisées. Tous les autres trouvent l’aide dont ils ont besoin au sein même de l’école. Chaque professeur a le devoir d’intervenir le plus tôt possible, au sein même de sa classe, pour tenter de pallier les difficultés de ses élèves, par des dispositifs de remédiation souples et évolutifs. La présence d’assistants d’éducation, en nombre conséquent dans chaque école, est précieuse car ils peuvent s’occuper, dans la classe, aux côtés du professeur, de petits groupes d’élèves. Lorsque les difficultés sont plus importantes (dyslexie lourde par exemple) on fait appel à un professeur spécialisé. Présents à raison d’un pour 100 élèves dans toutes les écoles, ces enseignants qui ont suivi une formation particulière, peuvent intervenir eux aussi au sein de la classe ou bien prendre en charge sur une partie de leur emploi du temps des groupes n’excédant jamais dix élèves. Leurs interventions se concentrent en général sur la langue maternelle et sur les mathématiques, parfois aussi sur la langue étrangère.

Il est frappant de constater que les élèves bénéficiant d’une aide spécifique sont deux fois plus nombreux dans les trois premières années de l’éducation fondamentale que par la suite. Ce qui laisse supposer que la moitié d’entre eux sont en mesure de réintégrer un cursus normal à partir de 10 ans.

Un tel résultat ne pourrait être obtenu sans un engagement massif et sans réserve des professeurs dans cette bataille pour l’équité éducative. Des soldats découragés n’ont jamais dressé de trophée de victoire, disait Platon… Contrairement à leurs homologues français qui, d’après une enquête réalisée pour la commission Pochard, sont 80% à ne plus croire à la démocratisation de l’éducation et à la possibilité de réaliser une plus grande égalité des chances, les professeurs finlandais considèrent comme un impératif catégorique de s’adresser à tous leurs élèves et de donner à chacun les moyens d’exprimer toutes ses potentialités, quelles que soient ses difficultés, en lui apportant les aides dont il a besoin. Pour que les professeurs français, comme leurs collègues finlandais, y croient encore et se donnent les moyens d’arriver à atténuer, si ce n’est à résorber, les inégalités scolaires, il faudrait assurément que cette dimension essentielle de leur métier soient pleinement intégrée dans leur formation, comme c’est le cas en Finlande.

Ce n’est donc pas par hasard que la Finlande est devenue la terre d’élection de l’équité éducative, mais grâce à une politique concertée dont l’objectif fondamental n’a jamais été remis en cause : construire une école fondamentale unique de qualité pour tous les élèves de 7 à 16 ans. Une fois le consensus établi autour de cet objectif, toutes les énergies ont pu se mobiliser pour réussir ce pari de la démocratisation que la France, sans cesse ballotée par des courants idéologiques contradictoires, n’est toujours pas parvenue à relever.

Paul Robert, principal du collège Nelson Mandela à Clarensac (30), auteur de La Finlande, un modèle éducatif pour la France ? Les secrets de la réussite. ESF éditeur, Pédagogies références, 160 pages, mars 2008.

Cet article est extrait des Cahiers pédagogiques "Égalité des chances ou école démocratique ?", n°467, novembre 2008."

Paradoxo

"A subida dos combustíveis é a principal razão para o aumento do preço da electricidade." 

Qual subida?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a estupidez

"Para a Plataforma Sindical, a revisão do ECD terá de contemplar necessariamente a substituição do modelo de avaliação e a eliminação da actual divisão da carreira em duas categorias.
Relativamente a este aspecto, Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que a estruturação hierárquica da profissão «é muito importante» para o Governo, podendo apenas ser discutida a forma como ela se concretiza. 
«A proposta do Governo estabelece a divisão da carreira em duas categorias. Podiam ser três ou quatro. Estamos disponíveis para discutir como se concretiza essa estruturação hierárquica, que significa sempre que os lugares de topo são em menor número do que os de início», afirmou, explicando que o Executivo não abdica da existência de quotas.
O Ministério da Educação antecipou para hoje a reunião com os sindicatos de professores sobre o modelo de avaliação de desempenho, que estava agendada para o início da próxima semana e na qual a Plataforma apresentou as suas propostas para este processo.
Lusa/SOL"
Cada português, cada pai deverá a partir de agora exigir só o melhor:

Cada criança portuguesa tem o direito de ser ensinada por um professor titular. Se lhe oferecerem menos que isso saiba que o seu filhote está a ser descriminado negativamente. Para os meus filhos há só um, titular ou nenhum. Não haja cá misérias.

Se soubessem quanto custa mandar...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Terça, Quarta, Quinta, ..... sete dias na semana...

Lembram-se daquela velha canção do António Mafra? Actualizada ficava assim:
Terça, Quarta, Quinta, sete dias na semana e só quatro para descansar... Até me parece que estou a ouvir um antigo chefe de bancada do PSD. Não estando disponível a canção apropriada fica aqui, ainda assim, um som do passado.

Arrebita, arrebita, arrebita - António Mafra

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Grande mesmo

Porque a todo o momento devemos recordar quem efectivamente merece e porque a 5 de Dezembro de 1791 morreu um dos maiores homens de todos os tempos deixo-vos aqui uma amostra da sua música sublime:

Trafulhice

Ouço Mário Nogueira e ouço Jorge Pedreira. Dizem coisas opostas como resultado de uma mesma reunião.

Não me agrada, não é um bom princípio do fim.

A Gazeta

Recentemente mais do que 50% dos cidadãos açorianos abstiveram-se nas eleições regionais. Ficámos preocupados com o nível de alheamento de toda essa população. Que dizer agora dos deputados? Então elegemos deputados para que se abstenham? Não é a primeira vez que tal acontece. É grave e está na origem de muita da desilusão dos portugueses. Será que este estado de coisas é aceitável? É para esta pouca vergonha que pagamos salários para depois assistir a esta bandalheira? É esta malta relaxada que depois vem falar de cátedra para muitos muito melhores que eles?

Basta!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Descubra as diferenças

Licenciada em Direito, Conservatório de Piano e Bailado, confessa que não sabe cozinhar. É a Ministra Italiana da Igualdade.







Doutorada em Sociologia, antiga professora primária, confessou que sabe fazer fatinhos de bonecas e é especialista nos engenheiros em Portugal (com ou sem fax) e talvez por isto tenha sido escolhida pelo senhor engenheiro.










Descubra as diferenças

Jorge Pedreira

Ouço Jorge Pedreira e é difícil aceitar o cinismo com que fala. Que está aberto ao diálogo e todos nós sabemos que é uma mentira descarada. Refere que o que os professores (para Pedreira são só os Sindicatos) agora reinvindicam é o fim do desenho de carreira que o ministério fez aprovar há dois anos. Pois fazem muito bem. A divisão da carreira dos professores é um atentado à essência do que é ser par, ser colega, é um crime com consequências insondáveis.

A luta continua, obviamente. As crianças portuguesas merecem isso.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Contra a interrupção voluntário do choco

PS d

[...] o PS como um PSD [...]

Ana Benavente

Manuel Alegre

No meio de tantos milhões não há uns trocos para salvar o espólio de Fernando Pessoa.

Fernando quê? Perguntou o "enginhêro".

Já agora considero muito correcto que Manuel Alegre não dê confiança ao grupo parlamentar para assistir às reuniões. O que faria um homem como Manuel Alegre entre "yes men" paus para todo o voto?

Maior greve de sempre

Pela primeira vez o Governo reconhece que uma greve de professores teve uma adesão significativa. Falta o próximo passo de inteligência. Tudo o que é significativo tem um significado que merece ser analisado e tido em consideração. 

Quando as decisões de um governo atentam contra a lógica essencial e os valores mais intrínsecos de uma realidade como a das escolas estamos perante a pior das teimosias e uma ignorância destrutiva.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Antes e depois

18-11-2008
"O presidente da Pró-Ordem dos Professores, Filipe do Paulo, afirmou ter sido impedido de concluir uma intervenção quando pretendia pedir a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues.
"Aquilo que me transmitem é que esta situação só se desbloqueará com a mudança de actores no Ministério da Educação", afirmou Filipe do Paulo, acrescentando ter-se sentido "bastante condicionado" por não lhe terem permitido concluir a intervenção em que pretendia demonstrar "que a política educativa que tem sido seguida, de afrontamento a toda uma classe profissional, falha por ter falta de bom senso".
"Se este modelo de avaliação tinha boas intenções, ele acaba por falhar redondadamente porque cada vez se está a revelar mais inexequível", concluiu."
(http://jn.sapo.pt/paginainicial/Nacional/interior.aspx?content_id=1045929)

28.11.2008
"O presidente da Pró-Ordem dos Professores, Filipe do Paulo, que afirmou no final da reunião de 18 de Novembro da ministra com militantes do PS ter sido impedido de concluir uma intervenção quando pretendia pedir a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues, viu hoje em José Sócrates "uma grande abertura ao diálogo".
"Verifica-se que o Governo recuou significativamente nestas matérias. Importa agora que os sindicatos também não radicalizem posições e consigam aproveitar esta abertura para, em diálogo e negociação, conseguirmos alguns avanços", disse Filipe de Paulo aos jornalistas, no final da reunião.
Para o dirigente da Pró-Ordem, importa "começar desde já a negociação do novo modelo de avaliação e trabalhar de imediato na desburocratização do actual modelo para o tornar exequível nas escolas".
(http://jn.sapo.pt/paginainicial/Nacional/interior.aspx?content_id=1051960)


Transcrevemos as duas notícias pelo simples facto de evidenciarem uma cambalhota. É verdade que é a cambalhota de alguém que representa muito pouca gente. É difícil compaginar a elevação intelectual exigível a quem quer criar uma Ordem com a pobreza de solidez lógica que transparece destas duas citações. Por outro lado nem se percebe como é possível este dirigente prestar-se à palhaçada e encenação em que se tornaram estes encontros do PM com professores militantes do PS, ao que acresce ter sido o próprio grupo parlamentar do PS a pôr fim à própria razão de ser desta organização ao negar peremptoriamente a possibilidade de ser constituída uma Ordem dos Professores.

Só a verticalização absoluta do Partido, a total ausência de debate ao nível das bases do partido, a arrogância de presidentes de distrital, a ignorância absoluta de alguns presidentes de concelhias, a cumplicidade interesseira de muitos eleitos e a desilusão da esmagadora maioria de professores militantes é que impede os professores Socialistas Militantes de fazerem ouvir a sua voz no interior do partido. Só a casmurrice ignorante de um secretário geral que atraiçoa os valores mais elementares do partido que dirige, aliada à cobardia de todos aqueles que se sentem nas várias calhas, permitem o atentado que neste momento se está a cometer contra a educação em Portugal.
Demóstenes por mais que acenda a candeia tem dificuldade em enxergar...

Miguel Sousa Tavares

Normalmente não tenho grande empatia com a opinião de Miguel Sousa Tavares, mas este fim de semana publica no Expresso um artigo em que é cada tiro seu melro. Boas Malhas...

"
[...]
Se já para o BPN pouca verdade havia no argumento de salvaguardar as poupanças dos clientes 'inocentes' (mas que escolheram o BPN porque lhes pagava anormalmente mais...), no caso do BPP esse argumento não resiste a nenhum critério de verdade ou de justiça social. Se os prejuízos dos investimentos de risco no BPN devem ser cobertos pelo Estado, então também terão de o ser os prejuízos de todos os que, noutros bancos ou individualmente, tinham acções ou obrigações cujo valor a crise varreu. E todos aqueles a quem a vida correu mal e a crise não ajudou. E com que dinheiro se fará essa monumental operação de resgate nacional? Sobe-se o IRS dos camelos para 45% e acrescentam-se mais uns anos e uns milhões aos encargos com a dívida pública que vamos deixar às gerações seguintes?"
(http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/465469)

Vale bem a pena ler.

domingo, 30 de novembro de 2008

Não podia calhar mais a propósito

No fim deste blogue há um desses mecanismos automáticos que nos dão uma citação de NIETZSCHE todos os dias. A de hoje é "But thus do I counsel you, my friends: distrust all in whom the impulse to punish is powerful!". Isto traduzido com alguma liberdade, mas em inglês pouco técnico significa : Meus amigos, aconselho-vos a não confiar  em todos aqueles cujo impulso para punir é poderoso. 

"Morceaux choisis" ou a mentira e o vómito

"Para já, a ministra da Educação, que diz que se sente anarquista, tenta ter uma vida normal - ainda que tenha menos tempo para ir aos concertos da Gulbenkian e para fazer o jantar."

"Raramente faz noitadas de trabalho e, tanto quanto se lembra, houve apenas três ou quatro vezes em que foi necessário manter "as equipas a trabalhar pela noite fora". O que é preciso é que "quando se está a trabalhar se trabalhe mesmo". 
Gosta de ir ao Parlamento. Diz que leva muito a sério essa função e que se prepara com cuidado. Lamenta que nem sempre os debates decorram de forma a que a opinião pública faça uma apreciação mais positiva da actividade política."

"E os dias de tensão vão provavelmente continuar. 
Garante, contudo, que também tem tido bons momentos. "Muitos." Pede-se-lhe que partilhe um. "Uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS.' É tocante."

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Falar Claro 27 11 2008

Hoje, das 19:00 às 20:00, na Rádio Terranova e no programa Falar Claro estarei a comentar a actualidade com António Pinho. Pode ouvir a Rádio Terranova com a aplicação que encontra na coluna da direita ou então acedendo ao sítio da própria rádio.

Ouça qui e comente:

Resistir com alegria



Mais do que o número, superior a três mil professores, que se manifestaram ontem em Aveiro, aquilo que deve efectivamente preocupar aqueles que querem reduzir a classe docente ao menor denominador comum da cidadania, é a alegria com que todos estes professores demonstraram a sua unidade em torno de um desígnio comum. Mais uma lição de cidadania dada àqueles que gostariam de nos ver a obedecer face à dificuldade de mandar...

(Video recebido do meu amigo Vieira da Silva)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Conselho de Escolas

O famoso conselho de escolas é de tal maneira representativo que o seu porta-voz é o secretário de estado Jorge Pedreira.

Palavras para quê?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Memórias de Música - 5

Há artistas que ficam marcados por um dos seus trabalhos, diga-se que a maioria das vezes injustamente, só se conhece o que foi popularizado e o desconhecimento do resto da obra é muito penalizante para o autor.
Manuel Freire é conhecido, não digo apenas pela canção Pedra Filosofal mas quase. Obviamente que é uma injustiça, a sua obra é muito mais do que só essa canção: Livre, Pedro Soldado, Eles, Dulcineia, Menina Bexigosa, Abaixo D. Quixote entre muitas outras são canções que marcaram uma época.
Este disco, single, editado em 1978 para a peça Os Emigrantes de Slawomir Mrozek representada pelo TEP (Teatro Experimental do Porto) com encenação de João Lourenço é bastante raro na discografia de Manuel Freire porque até aqui a totalidade das letras são de outros autores, poetas como António Gedeão, Sidónio Muralha, José Gomes Ferreira, José Saramago entre outros e neste disco as letras são do próprio Manuel Freire bem assim como as músicas. A direcção musical e os arranjos são de Sílvio Pleno.
Este single é até hoje a última gravação de original de Manuel Freire.

O disco foi gentilmente cedido por Vieira da Silva e digitalizado a partir do vinil por João Balseiro.

Texto de João Balseiro

Ainda hoje é feio...

Trinta e três anos depois continua a ser feio terem sido entregues armas a civis. Nem todas as ordens operacionais devem ser cumpridas. 

Bandarilhas "contraprós"

Maria do Céu Roldão lembra-me do tempo em que, sendo Ana Benavente secretária de estado. foi criado um, de má memória, projecto ALFA para salvar o primeiro ciclo do ensino básico. Maria do Céu Roldão era nesses tempos, tal foi a minha percepção, a ideóloga desse projecto. Claro que o projecto não resultou, para isso terá contribuído um financiamento de duzentos mil contos (cem mil euros) para melhorar um universo de escolas do primeiro ciclo que à altura ultrapassava a dezena de milhar.

A questão da qualificação para avaliar o desempenho profissional docente leva-me a pensar que haveria necessidade de pensar que lugar ocupa a IGE neste nosso universo educativo.

O espanto do secretário de estado é espantoso... O mais espantoso é a forma tosca como se escondem as verdadeiras motivações por trás destas suportas reformas. Basicamente todos os professores sabem que no centro destas alterações está a vontade de reduzir em vinte a trinta por cento a massa salarial dos professores. Em linha com Manuel Pinho Portugal é um país de mão de obra barata. Para esta tarefa não podiam ter sido escolhidos melhores homens de mão. Dos dois, Jorge Pedreira está na situação de conhecer bem o inimigo. De sindicalista a factotum do socialismo moderno foi aparentemente um passo fácil de dar...

Este secretário de estado mostra que não pesca nada do que é uma escola ao afirmar que os professores titulares e avaliadores são "os que mais cargos exerceram"... Ficamos esclarecidos.

Sem quotas não há mérito. Diz a teórica entrevistadora.

E mais não digo.

domingo, 23 de novembro de 2008

Matemática

Ouço Nuno Crato e pareceu-me interessante o espanto face às constatações do Professor Universitário Ron Aharoni. Aharoni, sendo professor universitário, antes de dar sentenças aos básicos do Básico, foi para escolas primárias ser professor. Esta abordagem seguramente é revolucionária mesmo para um original como Crato. Tal abordagem não passa pela cabeça de ninguém "superior" neste nosso pequeno país. Os três princípios de Aharoni, apresentados como algo de interessante e inovador faziam parte da cultura profissional da generalidade dos bons professores com quem trabalhei.

Registe-se a verificação de falta de constância do nível de dificuldade dos exames nacionais.

Nuno Crato descobre que não basta ter prazer, é preciso alguma pressão. Ora, o conceito de nível óptimo de ansiedade, descrito por Jerome Bruner e mecanismo fundamental na busca de níveis altos de eficácia no processo de aprendizagem, é um conhecimento corriqueiro há mais de trinta anos por essa Europa fora.

RTP2, são 23 horas e claramente a entrevistadora não está ao nível do entrevistado.

sábado, 22 de novembro de 2008

A rapaziada

Ouço, com espanto, que a Polícia Judiciária tem celas VIP. Já estou mais descansado. Essa malta que é suspeita de roubar milhões não pode ir para a cadeia como os pilha-galinhas que roubam tostões... Não seria aceitável.

Agora é o Durão Barroso que palra na TV. Face a Portugal de tanga fugiu para a Europa. Se a Europa ficar de tanga para onde se safará o nosso durão?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A pensar no JB aqui fica

O mau gene ou os maus professores? - 2

Nas minhas deambulações pela rede, eis senão quando dou com os olhos num texto que me deixou estupefacto.

É um texto de um tal Leonel Moura. Aqui ficam alguns trechos escolhidos. E como fica o mail do senhor talvez os professores que leiam este texto possam dar ao senhor o benefício da sua resposta.

"Leonel Moura in Jornal de Negócios (Para quem quiser ler o texto na íntegra)
A boa e a má moeda no ensino
leonel.moura@mail.telepac.pt

Com estes professores e os seus sindicatos o País não vai a lado nenhum. Num momento em que precisamos de ânimo, atitudes positivas e energia, esta gente não pára de ocupar o País com o seu negativismo e reaccionarismo. Já basta de tanta demagogia, falta de seriedade, oportunismo.
[...]
Esta gente não quer mudança, é contra tudo, tornou-se numa classe conservadora e rabugenta. E já agora falta-lhes o estilo.

Um amigo meu, professor de arte, recomendava logo na primeira aula aos aspirantes a artistas que, se o queriam realmente ser, não deviam ser vistos na rua com um saco de plástico na mão. O estilo conta muito na vida. Há certas coisas que não se fazem e certas companhias que se evitam. Esquecendo este princípio básico da dignidade comportamental, os professores foram-se tornando ao longo dos anos numa verdadeira tropa fandanga, mal encarada, histérica e ridícula, que o País conhece dos pulos na 5 de Outubro, dos cartazes torpes, das ofensas sistemáticas e das viagens de autocarro em direcção às grandes manifestações de Lisboa, animadas pelo caminho com canções de revoluções perdidas e sandes de chouriço.
[...]
São maioritariamente do Partido Comunista mas todos por junto seguem a máxima libertária do "se hay gobierno soy contra". [...] Mas bem vistas as coisas só têm um e único objectivo: a de querer travar a todo o custo a evolução da sociedade portuguesa.
[...]
A contestação ao sistema de avaliação não tem nada a ver com os processos, com a papelada que é preciso preencher ou com algumas incongruências que devem ser corrigidas. Esta contestação é simplesmente contra qualquer forma de avaliação, porque muitos destes professores, sempre dispostos a sair para a rua em grande algazarra, mas invariavelmente cansados quando se trata de fazer alguma coisa na escola, sabem que a sua avaliação só pode ser má."

*************************
Não vos aborreço com mais. Fica só o registo, tanto quanto foi possível saber "googling" este perito em professores, de Leonel Moura ser um artista plástico construtor de "robots" que pintem por ele.

Felizmente para todos os portugueses não é possível ainda pôr "robots" a fazer o trabalho que os professores fazem. Gostaria de realçar que, após análise do texto em causa, concluo que o "artista" teve uma boa professora primária ou utiliza o corrector ortográfico da Microsoft. Infelizmente todos estes contributos externos não compensam o mau gene...

Fica aqui a sugestão de uma visita a http://www.youtube.com/user/LeonelMoura.

Seleccionei este video porque sugere a existência de melhor estrutura lógica nos circuitos internos deste "robot" que no vómito intelectual publicado por este glorificado serralheiro da arte plástica.
(sem ofensa para os serralheiros)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Vasculhar a lixeira

Entre o múltiplo lixo que nos invade caixas de correio, dos produtos milagrosos que alongam ou que engrossam, ou que simultaneamente engrossam e alongam, até à cartinha em inglês macarrónico que a filha do Idi Amin nos escreve a prometer milhões de dólares numa conta na Suíça, dos "powerpoints" que já vimos há dois ou três anos, até à anedota sobre Salazar sucessivamente adaptada à estrela do momento, de quando em vez lá aparece uma pérola que apetece partilhar. É de 2005, mas vale a pena ouvir com atenção.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Quand On Est Con

Depois de hoje ouvir a Senhora Ministra a falar pela Senhora Ministra na terceira pessoa do singular, depois de ouvir o Dr. Alberto Martins, o Primeiro Ministro, o Senhor Ministro da Economia sobre a tal casa que foi do Garrett e agora são apartamentos, ouvindo a professora que foi fazer formação para avaliar os colegas, quando ouvi o que o Finantial Times pensa do nosso Ministro das Finanças, quando ouvi a Senhora Ministra a insinuar que os Conselhos Executivos não sabem ler, só me veio à cabeça o grande Brassens e, porque não tenho pachorra para repetir tudo pela enésima vez, aqui fica para aqueles que ainda compreendem a língua francesa:

Quand On Est Con

Quand ils sont tout neufs,
qu'ils sortent de l'oeuf,
du cocon.
Tous les jeunes blancs becs
prennent les mecs
pour des cons.

Quand ils sont venus,
les têtes chenues,
les grisons.
Tous les vieux fourneaux
prennent les jeunots
pour des cons.

Moi qui balance entre deux âges
Je leur adresse à tous un message.

Le temps ne fait rien à l'affaire.
Quand on est con, on est con!
Qu'on ait vingt ans, qu'on soit grand père
Quand on est con, on est con!

Entre vous plus de controverses,
Con caduques ou cons débutants.

Petits cons de la dernière averse
Vieux cons des neiges d'antan

Vous les cons naissant,
les cons innocents,
les jeunes cons,
Qui, ne le niez pas, prenez les papas pour des cons.

Vous les cons âgés,
les cons usagés,
les vieux cons.
Qui, confessez-le, prenez les p'tits bleus pour des cons.

Méditez l'impartial message
d'un qui balance entre deux âges.

[...]
Georges Brassens

O mau gene ou os maus professores? - 1

Lembrei-me hoje daquele velho anúncio que dizia não se dever matar leões com fisga,  nem moscas com carabina. Um peso pesado da luta anti-fascista veio a terreiro, mas esqueceu uma daquelas lições básicas dos nossos professores:

Ironia - figura de estilo que veicula um significado contrário daquele que deriva da interpretação literal do enunciado; zombaria.

Interpretar à letra é uma forma de enfiar carapuças. Se o Manuel Alegre tivesse pachorra poderia ter explicado esta figura de estilo básica e assim evitar embaraços...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Terranova às 19:00

Hoje os meus posts serão verbais, das 19:00 às 20:00, no programa Falar Claro na Rádio Terranova.
Entre outras temáticas partilharei a minha opinião sobre a Carreira Docente, Avaliação de Professores, Manifestação de Professores, Nacionalização do BPN, Banco de Portugal...

Continua actual o artigo publicado em O Ilhavense de 20.03.2008 e que se encontra na íntegra no sítio do M!C.


Pode ouvir aqui o registo do programa:

Falar Claro - AP e MC

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Olhos nos olhos

-"Entende que tem condições para continuar no cargo?"
-Com o salário que ganho tenho muito boas condições... "Não há uma falha da supervisão tal como ela se exerce"
- Sob a minhas ordens tenho 1700 funcionários e destaquei 60 para exercerem a supervisão. Não é suficiente?

(Qualquer semelhança com um país civilizado é pura coincidência)

Com um sorriso

Aqui fica o sorriso com que a senhora ministra da educação respondeu aos ovos...
Segundo alguns relatos a Guarda carregou sobre os alunos. A mesma Guarda já veio desmentir. Assunto arrumado?
Onde é que eu já vi estes filmes?


terça-feira, 11 de novembro de 2008

Haja bom senso

Na SIC Notícias

"A senhora ministra não pode ser autista"
"A avaliação não vale por si. É um instrumento"
"Não tenho saudades do PREC"
"Todos os países têm sistemas de avaliação"
"Os professores sentiram-se esmagados"


Marçal Grilo critica a Fenprof por ter suspendido a sua participação na comissão paritária em consonância com as decisões em plenário durante a manifestação. Cheirou-lhe a PREC.

Júlio Pedrosa, que nem foi ministro durante muito tempo, acaba por ser a voz de bom senso neste debate que acabei de ver na SIC Notícias. É preciso encontrar a base sólida de concordância para a partir daí encontrar soluções para os problemas

MINISTRA DA EDUCAÇÃO NÃO FALA VERDADE!

"MINISTRA DA EDUCAÇÃO NÃO FALA VERDADE!" É este o título de uma nota emitida pela Fenprof. Felizmente os que se manifestavam não ouviram em tempo real as palavras daquela que deveria ser a referência para todos os professores e o exemplo vivo que prestigiasse a classe docente. Se Aníbal Barca falasse assim para e acerca das suas tropas duvido que tivesse conseguido atravessar os Alpes com os seus elefantes de combate. Tem sido prova da absoluta ignorância da natureza essencial da função docente o repetido chavão de que nem todos podem chegar a generais. Ora é preciso dizer que a Senhora Ministra não revela nenhuma das qualidades necessárias para conduzir uma classe como o classe docente. Numa escola dirigida por mim, nem para porteira a senhora ministra serviria, pois para tal função é necessária boa dose daquela educação que se bebe com o leite.

Irra!

"NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

MINISTRA DA EDUCAÇÃO NÃO FALA VERDADE!

A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, não falou verdade ao país ao afirmar que os Sindicatos não tinham apresentado, na comissão paritária de acompanhamento da avaliação, qualquer documento que alertasse para os problemas que decorrem do modelo em vigor.

Na verdade, a FENPROF fez chegar à comissão paritária, nos primeiros dias de Outubro, um documento contendo onze problemas relevantes que, no entanto, até hoje, não mereceram qualquer resposta. Em reunião realizada a 17 de Outubro, o director-geral de recursos humanos, que preside à comissão, tentou justificar, apenas oralmente, as irregularidades e abusos, entre outros aspectos referidos, não tendo mostrado abertura para solucionar um único que fosse.

Já antes, em 14 de Outubro, em reunião realizada com a Ministra da Educação, a FENPROF tentou abordar os problemas, mas sem êxito, pois Lurdes Rodrigues afirmou não ser aquele o espaço para essa discussão. Em relação aos horários de trabalho, outro dos aspectos muito contestados pelos docentes, a FENPROF entregou em mão, nesse dia, à própria ministra, um documento em que se apresentam inúmeras situações irregulares e/ou ilegais, exigindo a sua rápida resolução. Note-se que algumas delas decorrem de orientações ilegais que a DGRHE colocou no seu site e que, apesar do protesto, ali mantém.

A ministra também não falou verdade quando afirmou que os professores não querem ser avaliados e que o anterior modelo não previa a diferenciação. Previa, só que, durante os 15 anos em que vigorou, os governos recusaram regulamentar essa matéria, apesar da insistência dos Sindicatos para que o fizessem. E quanto à avaliação, a ministra também sabe que a Plataforma Sindical dos Professores, ao longo do processo de “negociação” do ECD, apresentou propostas concretas para um modelo alternativo que, no entanto, foram todas rejeitadas pelo ME que, da primeira à última versão, manteve intocável o seu projecto. Mas sabe mais, sabe que a FENPROF, como outros Sindicatos, já apresentou propostas concretas para a negociação de um modelo alternativo e tem debatido o assunto com os professores em centenas de reuniões que já realizou.

Quanto à afirmação de que uma manifestação com tanta gente constitui uma intimidação… não há palavras que a comentem. Tal afirmação constitui uma tremenda e preocupante distorção democrática, inaceitável na governante. Afirmar que uma manifestação de professores, por reunir 80% da classe profissional, constitui um acto de chantagem, só pode compreender-se em alguém que se encontra de cabeça perdida e, por essa razão, perdeu referências democráticas.

Quem não fala verdade ao país e perde referências democráticas não reúne condições para, numa sociedade democrática, assumir responsabilidades políticas!

O Secretariado Nacional" da Fenprof

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Memórias de Música - 4




O cantigueiro, primeiro disco de Samuel, foi editado pela Orfeu de Arnaldo Trindade em 1972.Os arranjos são de José Calvário, José Niza e do próprio autor. A direcção musical é da responsabilidade de José Calvário.
É um single (disco de vinil em 45 rotações) dos mais raros da música portuguesa, para além da canção o cantigueiro tem ainda no lado 1 a recompensa e no lado 2 os castelos também se assaltam e cantar de quem anda por lá.
Samuel é outro dos chamados cantores de intervenção e outro injustamente esquecido. Percorreu o país actuando com todos os nomes grandes da música popular portuguesa e galgou fronteiras fazendo espectáculos em diversos países Participou, com Carlos Mendes e Tonicha no LP colectivo Fala do Homem Nascido (Poemas de António Gedeão e músicas de José Niza). Este 33 rotações é um dos mais importantes discos da música popular portuguesa. Canta em vários festivais RTP da canção e é autor de várias canções que integram a banda sonora de algumas telenovelas portuguesas nomeadamente a primeira Vila Faia. Convidado para programas de televisão como Estúdio Aberto, TV Show, Passeio dos Alegres entre outros. Passou ainda pelo teatro na Comuna e no Adoque e é fundador do grupo A Barraca.
Infelizmente, como aliás já vem sendo habitual neste nosso País, não existem reedições da obra de Samuel. É triste a nossa sina de levar ao esquecimento trabalhos como este o cantigueiro e tempo de partir para só relembrar dois dos seus muitos discos.
Se tal soubesse/ não cantaria/ tudo que já cantei… três versos do cantigueiro, ainda bem que Samuel não sabia porque assim, mesmo em vinil e quase desaparecidos, ainda temos hoje a voz, a música e as palavras deste cantautor.

O Disco O Cantigueiro foi gentilmente cedido por Vieira da Silva.

João Balseiro
..........
Recomendamos vivamente a consulta de O Cantigueiro.


domingo, 9 de novembro de 2008

O netos que paguem a factura

Cento e vinte mil professores afirmaram que a senhora ministra incompetente e que  a política educativa do país está a ser mal conduzida. A persistência deste governo, desgraçadamente socialista, está a cometer um crime que muitas gerações de portugueses pagarão.

Ficou claro?

Quantos mais são precisos?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Mais uma memória...

Foi com tristeza que vi a notícia da morte da menina da Cantiga da Rua.

A Barracka Abana?

A Cabana do Pai Tomás, o Mammy de Al Johnson, Martin Luther assassinado, o KKK, tudo tornava improvável a eleição de um preto, um negro, um verdadeiro afro-americano para a Casa Branca.

Veremos agora se é possível mudar as pintas ao leopardo.

Para quando um negro Presidente em Portugal? 
Para quando um cigano no governo?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Para que amanhã não haja surpresas...

Um país tão pobre, tão pobre...

Tão pobre, tão pobre é este nosso país que é preciso reunir todos os engravatados e poderosos para que aos trabalhadores mais pobres seja dada quase um moedinha por dia. Tenho efectivamente muita pena das empresas e patrões que não retiram do trabalho dos seus trabalhadores que chegue para dar quatro moedinhas de vinte cêntimos por dia aos que produzem a riqueza, sabendo nós que fruto de impostos indirectos os pobres infelizes nem cinquenta cêntimos verão a mais ao fim do dia. À pobreza de dois milhões de trabalhadores junta-se a pobreza de espírito dos poderosos...

Por que será que me veio à memória esse velho 33rpm do Mário Viegas?
Ou então esta velha canção do Chico Buarque?

Vamos bater na avó?

Finalmente os professores acordaram. É o grito que se repete pela blogosfera acompanhado por um certo estrabismo estratégico que gera confusão entre ministério (leia-se triste troika) e sindicatos. É claro que sindicatos há muitos. Tempos houve em que alguns (sindicatos) tinham mais dirigentes do que sindicalizados... Especialistas em chorar sobre leite derramado e desde que fosse de borla, lá se dignaram os senhores professores a fazer uma manifestação histórica. Ao menos isso que greves saem muito caro. Essa grande manifestação foi a excepção numa regra que foi deixando uns quantos poucos milhares a falar sozinhos às portas do ministério, que foi deixando uns quantos muito poucos a participar em greves e a pagar para estar de pé. 
Agora que a casa foi assaltada aparecem os "movimentos" a bater na Fenprof talvez mais ainda do que na "avó"... Ó avó por que tens umas orelhas tão grandes? 



Aqui fica o video que já me entrou pela caixa do correio vezes sem conta.

Banca Pia Nacional

Pergunta de ignorante: Porquê nacionalizar o banco e não a companhia que é proprietária?

Subprime

Encontrado no cinco dias, este filme levou-me a explorar o sítio original (kcet.org) que recomendo vivamente, não só pela qualidade das reportagens mas pelo interesse de muitos dos comentários.



É claro que por cá muito de semelhante vai acontecendo. Com tantos casos de incumprimento onde está o serviço público de televisão a levar a cabo a pedagogia da prudência e a mostrar os casos reais deste nosso cantinho?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Você tem cem mil euros no banco?

"De acordo com o Comunicado do Conselho de Ministros de 13 de Outubro foi aprovado o Decreto-Lei que aumenta o limite legal de cobertura dos depósitos bancários, de 25.000 euros para 100.000 euros, por depositante e por instituição." in http://clientebancario.bportugal.pt/.
Eu ouço as notícias e fico baralhado. Porque é que a CGD tem que absorver os prejuízos do BPN, não deveria ser um problema dos accionistas? À luz do que citámos do Banco de Portugal os depositantes não estão em perigo. Ouvi hoje que as "irregularidades" vêm desde 2002. Por que não foram demitidos os administradores? Quem tem a culpa desta crise do banco? A mulher da limpeza? Vamos assistir a mais um caso de Banca Pia Nacional? Quem viver verá...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Memórias de Música - 3 (actualizado)


Ouça o Tempo é de Guerra


A sudoeste / O tempo é de guerra, single de 1977 é o sexto e último disco de Vieira da Silva, editado pela Valentim de Carvalho.
Este seu último disco é sem dúvida o melhor de quantos gravou; quer ao nível poético, quer musical, quer ao nível da qualidade de gravação e produção.
A orquestração e direcção musical é da responsabilidade de José Cid e nos acompanhamentos figuram nomes como: Guilherme Scarpa na percussão, Zé Nabo viola-baixo, Zé Carrapa viola-solo, José Cid moog, cravo e órgão electrónico além do próprio autor guitarra acústica e Edite Vieira da Silva nos coros.
Cantautor e autodidacta na música, começou a gravar em 1969 na linha do chamado movimento dos baladeiros (balada de Coimbra). É citado pelos historiadores da música popular portuguesa como Mário Correia e Eduardo Raposo entre outros. É sempre referenciado em livros que tratem a temática da música portuguesa de antes do 25 de Abril, como a colecção os anos de Salazar.
Dos chamados cantores de intervenção, Vieira da Silva é dos melhores depois de nomes como Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Zé Mário Branco, Fausto, Fanhais, Manuel Freire que com ele actuaram por este país afora.
A sudoeste… como aliás todos os outros trabalhos discográficos de Vieira da Silva estão esgotados e infelizmente não houve reedições.
Vai sendo tempo de recuperar o património poético e musical deste autor com um concerto ao vivo gravado para memória futura. A geração vindoura agradece.

João Balseiro

(Por lapso a versão que se podia ouvir não correspondia à que efectivamente constava do disco referido, fica assim correcta a referência. - RC)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Terranova

Hoje, das 19:00 às 20:00, na Rádio Terranova e no programa Falar Claro estarei a comentar a actualidade. Hoje pouco escrito e mais do que é levado pelo vento. Pode ouvir a Rádio Terranova com a aplicação que encontra na coluna da direita ou então acedendo ao sítio da própria rádio.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Memórias de música - 2 (actualizado)

200810282223.jpg


[...]
Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro

Lava palácios vivendas
casebres bairros da lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e a outros mata
[...]


Publicar memórias de música teria que começar por aqui. Ajusta-se aos tempos que vivemos.
Sobre o Adriano outros poderão dizer de sua justiça. Eu digo simplesmente que gosto.

Este post cresce agora com o comentário que o meu amigo João Balseiro teve a gentileza de enviar.
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Que nunca mais
É um disco de 1975, o primeiro editado por Adriano Correia de Oliveira depois do 25 de Abril.
Adriano depois de ter cantado Manuel Alegre em dois discos faz o mesmo neste disco com Manuel da Fonseca. Todos os textos são deste escritor e poeta do neo-realismo e todas as músicas são do Adriano.
Este é um disco desequilibrado. Com fortes influências da época, algumas canções são bastante panfletárias exemplos: as balas, no vale escuro, dona abastança e prà frente, mas com 3 pérolas na obra do Adriano: Tejo que levas as águas, tu e eu meu amor e cantiga de montemaior.
A direcção musical é de um grande nome da música portuguesa: Fausto e para além de Júlio Pereira nos acompanhamentos tem a participação raríssima de Carlos Paredes. Creio mesmo que Mestre Paredes só participou neste disco de Adriano dada a enorme consideração que existia entre os dois.
Adriano Correia de Oliveira é um cantautor injustamente esquecido.
Que nunca é demais ouvir.



terça-feira, 28 de outubro de 2008

Volta Bagão...

Na Sic Notícias estou a ouvir um rapaz do PPD e o ex-MRPP Saldanha Sanches a comentarem o facto de o Governo Sócrates adoptar os normativos de Bagão Felix. Os dois concordam. Num país em que um Belmiro de Azevedo não consegue discordar de um governo supostamente socialista ficamos a saber que já não há vergonha na cara. Como diria um amigo meu anda por aí uma gentinha "sin verguenza"... Se tivéssemos um parlamento com gente decente não teríamos o Manuel Alegre a atirar pérolas a porcos, infelizmente literalmente...


A este propósito, ou para aí caminhando, leia-se na íntegra o que Manuel Alegre escreveu no DN de hoje.




Um blogue de
M. Rocha Carneiro

As Memórias de Música

As Memórias de Música são breves textos que nos recordam música que de alguma forma foi marcante no nosso panorama musical. Todos os artigos podem ser encontrados agrupados sob a respectiva etiqueta.