Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de novembro de 2009

Memórias de Música - 10


Nasceu a 29 de Agosto de 1958 em Gary no Indiana, EUA. Era um dos nove filhos de Kate, cantora de Blues e de Joe Jackson, guitarrista de Rhythm and Blues.
Com mais quatro dos seus irmãos integrou o grupo Jackson Five, dirigido pelo pai. Conseguiram assinar um contrato com a grande companhia de Detroit – Motown.
Apesar de fazerem um Pop-Soul bastante agradável o primeiro disco “Big Boy” não teve grande sucesso. No entanto com o apoio de Diana Ross gravaram em 1969 o disco “Diana Ross presents the Jackson Five” e conseguiram o primeiro lugar dos tops americanos com o single “Since I want you back” e o segundo nas listas Inglesas.
Os Jackson Five realizaram alguns discos com grande êxito como “Christmas Álbum”, “Get together” e o duplo “The Anthology”. Michael Jackson era a voz que se destacava e como não poderia deixar de ser encetou uma carreira a solo se bem que de tempos a tempos vá regressar ao grupo gravar e sair logo de seguida.
Em 1979 com Quincy Jones na produção, publica o álbum “Off the Wall”. Este disco constituiu uma enorme surpresa porque apesar da grave crise que a indústria discográfica norte América passava, vendeu oito milhões de cópias. Deste disco destaque para “Don’t stop till you get enough” que chegou ao top das listas dos singles mais vendidos.
1982 foi um ano marcado a fogo na carreira de M.J. é o ano de “Thriller” editado pela Epic. Este disco revolucionou a música Pop e tem uma produção muito refinada de Quincy Jones. Em poucos meses vendeu vinte e um milhões de cópias e passa a ser o disco mais vendido da história da música. É ainda de assinalar o extraordinário vídeo realizado por Landis com M.J. a transformar-se em lobisomem.
Foi preciso esperar cinco anos para outro disco ver a luz do dia. “Bad” de 1987. Este trabalho não veio acrescentar nada à carreira de M.J. mas a produção espectacular que Quincy Jones realizou fez com que o disco se vendesse bastante bem, mas sem atingir quer a qualidade quer a quantidade de “Thriller”.
Em 1991 sai o álbum “Dangerous” o primeiro sem a produção do mago Quincy Jones. Este disco veio repor alguma da qualidade perdida com “Bad” mas ainda assim muito aquém de “Thriller”.
Entre música para filmes, vídeos e participação em discos dos Jackson Five e duetos com vários artistas, M.J. é o mentor do projecto USA FOR ÁFRICA e autor do tema “We are the world” cujas receitas se destinaram a ajudar a combater a fome em África.
Evidentemente que nem tudo foram rosas na vida e carreira de M.J., como grande estrela que era viu o seu nome associado a casamentos feitos por conveniência, a outros que não se realizaram, a paranóias com a saúde, saía de casa com uma máscara na boca por causa dos vírus, a tratamentos de pigmentação, chegando a ficar com a pele toda branca, negócios ruinosos, acusações de assédio a menores, nunca provados em tribunal, entre muitas outras coisas algumas completas invenções outras verdades puras.
Michael Jackson foi uma estrela das mais brilhantes no firmamento da música Pop. Foi ele que elevou à escala planetária a cultura e a música Pop negra. Morreu no dia 25 de Junho de 2009. A melhor homenagem que lhe podemos prestar é ouvir uma das suas mais belas canções “One day in your life”.

por João Balseiro



Para ouvir toda a canção basta um "clic" em "Play full song here"

segunda-feira, 9 de março de 2009

Memórias de Música - 8


“Pois Canté” surge em 1975 e é o segundo disco LP editado pelo GAC – Grupo de Acção Cultural.
Este disco transcende em muito a simples afirmação ideológica e panfletária que grassava na época.
Alguns elementos do GAC tinham formação etnomusicológica, outros do canto heróico brechtiano, outros ainda uma predisposição mais do que se poderia chamar cantiga.
A música tradicional, as recolhas na tradição de Lopes Graça e Giacometti já se fazem sentir neste disco. Ninguém queria cometer leviandades a encarar a fusão destes elementos todos, mas também ninguém queria deixar de intervir à sua maneira e com a sua realidade neste processo.
“Pois Canté” foi um disco revolucionário até no sistema de produção (do próprio grupo) e distribuição (que se fez em meios como colectividades, sindicatos e até de mão à mão)
O GAC já tinha como experiência centenas de cantos livres e a realização inúmeras sessões de recolhas por todo o país. Aliás “pois cante” ou só “cante” é uma expressão Beirã (Ílhavo?!?) que quer dizer “quem dera” ou “então não há-de ser”.
Neste trabalho do GAC encontramos os corais colectivos onde o mais importante era o grito de alerta ao Povo no tema como pois cante vocalizado por José Mário Branco e arranjo de sopros de Luís Pedro Faro. Cantiga sem maneiras com vocalizações de Toinas num fundo de gaita-de-foles. Cantiga do Trabalho e Coro dos Trabalhadores Emigrados da lavra de José Mário Branco. É ainda de referir o extraordinário Ir e Vir cantado por João Lóio.
“Pois Canté” abriu caminho para a integração da música tradicional num contexto mais socializado. É um dos discos mais importantes da música popular portuguesa. Inexplicavelmente nunca teve edição em CD e os discos de Vinil desapareceram do mercado e também nunca houve reedição.
“Casas sim! Barracas não! As casa são do Povo! Abaixo a exploração! Dificilmente estas frases atingiriam hoje em dia o alvo, mas não é menos verdade que nenhum outro grupo, antes e depois do GAC, teve a coragem e a frontalidade de as cantar.
O Cantar do GAC faz falta e infelizmente cada vez é mais actual o cantar de um grupo que acabou em 1978.

João Balseiro


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Grande mesmo

Porque a todo o momento devemos recordar quem efectivamente merece e porque a 5 de Dezembro de 1791 morreu um dos maiores homens de todos os tempos deixo-vos aqui uma amostra da sua música sublime:

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Memórias de Música - 5

Há artistas que ficam marcados por um dos seus trabalhos, diga-se que a maioria das vezes injustamente, só se conhece o que foi popularizado e o desconhecimento do resto da obra é muito penalizante para o autor.
Manuel Freire é conhecido, não digo apenas pela canção Pedra Filosofal mas quase. Obviamente que é uma injustiça, a sua obra é muito mais do que só essa canção: Livre, Pedro Soldado, Eles, Dulcineia, Menina Bexigosa, Abaixo D. Quixote entre muitas outras são canções que marcaram uma época.
Este disco, single, editado em 1978 para a peça Os Emigrantes de Slawomir Mrozek representada pelo TEP (Teatro Experimental do Porto) com encenação de João Lourenço é bastante raro na discografia de Manuel Freire porque até aqui a totalidade das letras são de outros autores, poetas como António Gedeão, Sidónio Muralha, José Gomes Ferreira, José Saramago entre outros e neste disco as letras são do próprio Manuel Freire bem assim como as músicas. A direcção musical e os arranjos são de Sílvio Pleno.
Este single é até hoje a última gravação de original de Manuel Freire.

O disco foi gentilmente cedido por Vieira da Silva e digitalizado a partir do vinil por João Balseiro.

Texto de João Balseiro

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Memórias de Música - 4




O cantigueiro, primeiro disco de Samuel, foi editado pela Orfeu de Arnaldo Trindade em 1972.Os arranjos são de José Calvário, José Niza e do próprio autor. A direcção musical é da responsabilidade de José Calvário.
É um single (disco de vinil em 45 rotações) dos mais raros da música portuguesa, para além da canção o cantigueiro tem ainda no lado 1 a recompensa e no lado 2 os castelos também se assaltam e cantar de quem anda por lá.
Samuel é outro dos chamados cantores de intervenção e outro injustamente esquecido. Percorreu o país actuando com todos os nomes grandes da música popular portuguesa e galgou fronteiras fazendo espectáculos em diversos países Participou, com Carlos Mendes e Tonicha no LP colectivo Fala do Homem Nascido (Poemas de António Gedeão e músicas de José Niza). Este 33 rotações é um dos mais importantes discos da música popular portuguesa. Canta em vários festivais RTP da canção e é autor de várias canções que integram a banda sonora de algumas telenovelas portuguesas nomeadamente a primeira Vila Faia. Convidado para programas de televisão como Estúdio Aberto, TV Show, Passeio dos Alegres entre outros. Passou ainda pelo teatro na Comuna e no Adoque e é fundador do grupo A Barraca.
Infelizmente, como aliás já vem sendo habitual neste nosso País, não existem reedições da obra de Samuel. É triste a nossa sina de levar ao esquecimento trabalhos como este o cantigueiro e tempo de partir para só relembrar dois dos seus muitos discos.
Se tal soubesse/ não cantaria/ tudo que já cantei… três versos do cantigueiro, ainda bem que Samuel não sabia porque assim, mesmo em vinil e quase desaparecidos, ainda temos hoje a voz, a música e as palavras deste cantautor.

O Disco O Cantigueiro foi gentilmente cedido por Vieira da Silva.

João Balseiro
..........
Recomendamos vivamente a consulta de O Cantigueiro.


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Memórias de Música - 3 (actualizado)


Ouça o Tempo é de Guerra


A sudoeste / O tempo é de guerra, single de 1977 é o sexto e último disco de Vieira da Silva, editado pela Valentim de Carvalho.
Este seu último disco é sem dúvida o melhor de quantos gravou; quer ao nível poético, quer musical, quer ao nível da qualidade de gravação e produção.
A orquestração e direcção musical é da responsabilidade de José Cid e nos acompanhamentos figuram nomes como: Guilherme Scarpa na percussão, Zé Nabo viola-baixo, Zé Carrapa viola-solo, José Cid moog, cravo e órgão electrónico além do próprio autor guitarra acústica e Edite Vieira da Silva nos coros.
Cantautor e autodidacta na música, começou a gravar em 1969 na linha do chamado movimento dos baladeiros (balada de Coimbra). É citado pelos historiadores da música popular portuguesa como Mário Correia e Eduardo Raposo entre outros. É sempre referenciado em livros que tratem a temática da música portuguesa de antes do 25 de Abril, como a colecção os anos de Salazar.
Dos chamados cantores de intervenção, Vieira da Silva é dos melhores depois de nomes como Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Zé Mário Branco, Fausto, Fanhais, Manuel Freire que com ele actuaram por este país afora.
A sudoeste… como aliás todos os outros trabalhos discográficos de Vieira da Silva estão esgotados e infelizmente não houve reedições.
Vai sendo tempo de recuperar o património poético e musical deste autor com um concerto ao vivo gravado para memória futura. A geração vindoura agradece.

João Balseiro

(Por lapso a versão que se podia ouvir não correspondia à que efectivamente constava do disco referido, fica assim correcta a referência. - RC)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Memórias de música - 2 (actualizado)

200810282223.jpg


[...]
Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro

Lava palácios vivendas
casebres bairros da lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e a outros mata
[...]


Publicar memórias de música teria que começar por aqui. Ajusta-se aos tempos que vivemos.
Sobre o Adriano outros poderão dizer de sua justiça. Eu digo simplesmente que gosto.

Este post cresce agora com o comentário que o meu amigo João Balseiro teve a gentileza de enviar.
--------------
Que nunca mais
É um disco de 1975, o primeiro editado por Adriano Correia de Oliveira depois do 25 de Abril.
Adriano depois de ter cantado Manuel Alegre em dois discos faz o mesmo neste disco com Manuel da Fonseca. Todos os textos são deste escritor e poeta do neo-realismo e todas as músicas são do Adriano.
Este é um disco desequilibrado. Com fortes influências da época, algumas canções são bastante panfletárias exemplos: as balas, no vale escuro, dona abastança e prà frente, mas com 3 pérolas na obra do Adriano: Tejo que levas as águas, tu e eu meu amor e cantiga de montemaior.
A direcção musical é de um grande nome da música portuguesa: Fausto e para além de Júlio Pereira nos acompanhamentos tem a participação raríssima de Carlos Paredes. Creio mesmo que Mestre Paredes só participou neste disco de Adriano dada a enorme consideração que existia entre os dois.
Adriano Correia de Oliveira é um cantautor injustamente esquecido.
Que nunca é demais ouvir.



terça-feira, 21 de outubro de 2008

Memórias de Música - 1


Grande CD duplo este do concerto para o Bangladesh. Passou-me assim para a mão e acabei a recordar o quanto sempre me agradou o Here Comes the Sun. Outros tempos em que a preocupação com a euribor era suplantada por preocupações reais cm problemas reais.

 

Um blogue de
M. Rocha Carneiro

As Memórias de Música

As Memórias de Música são breves textos que nos recordam música que de alguma forma foi marcante no nosso panorama musical. Todos os artigos podem ser encontrados agrupados sob a respectiva etiqueta.