quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Memórias de Música - 6

Em 1970 surge este single de Hugo Maia de Loureiro, no lado A Canção de Madrugar e no lado B Canção de Amanhecer. José Carlos Ary dos Santos escreveu os poemas e Nuno Nazareth Fernandes as músicas. Os arranjos e a direcção musical são de Thilo Krasmann. Edição da Zip-Zip e o disco tem a particularidade de ter o poema impresso na contra-capa.
A Canção de Madrugar participou no 7º Festival RTP da Canção atingindo o 2º Lugar atrás de Onde vais rio que eu canto de Sérgio Borges.
Num concurso há sempre injustiças, pois este 2º lugar é uma das maiores senão a maior injustiça de todos os Festivais. Muita gente considera a melhor canção de todos os Festivais.
Porque a editora Zip-Zip era emergente, como hoje se diria, há quem assegure que os organizadores do Festival cederam a pressões da Valentim de Carvalho para a Canção de Madrugar não ganhar.
Hugo Maia de Loureiro era conhecido do grande público, em 1960 tinha formado um trio com o irmão e um ilustre desconhecido chamado Luís Cília.
Em 1968 grava o primeiro single e um ano depois grava um EP editado pela Ssassetti. Em 1970 vai como já vimos ao Festival e volta no ano seguinte para cantar Crónica de um dia de que autor e compositor atingindo o 4º lugar.
Em 1972 grava um LP com canções suas e de Fernando Guerra e letras de Graça Varela Cid. Este álbum tem uma produção muito pobre e passe ao lado do público.
Hugo Maia de Loureiro cessa a actividade artística depois do 25 de Abril de 1974.
Fora da actividade artística que foi curta, HML na área desportiva foi cinturão negro de Judo e pentacampeão nacional da modalidade.
Uma curiosidade, ía fazer um espectáculo a uma determinada localidade e alguns dias antes telefonam-lhe a perguntar se trazia músicos, HML responde que ia cantar com play back. Quando chega ao local, o concerto era promovido assim: Hugo Maia de Loureiro e os seus Play-Blacks.

O disco foi gentilmente cedido por Domingos Cardoso

João Balseiro


********
Salvo caso de força maior ou catástrofe nacional, este é o último "post" de 2008. Para o ano haverá mais bandarilhas e memórias de música.

RC


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Bom Natal

Para todos os amigos e para aqueles que nos lêem aqui fica uma das melhores.


Quando um Homem Quiser - Paulo de Carvalho

Hoje é dia de recordar o que é o populismo

"Populismo quer dizer demagogia infrene, exploração das emoções, primarismo ideológico, culto quase messiânico do líder, cumplicidade activa com a comunicação social tablóide, espectacularização da política, atenção exclusiva ao curto prazo, desprezo pelas regras institucionais.

Populismo é substituir os cidadãos pelas massas, a política pela festa, as ideias pelo glamour. Populismo é fazer-se de vítima e piscar o olho aos ressabiados dos vários quadrantes. É escarnecer dos que têm noção de serviço público. É exibir a mania das grandezas, prometer “obra” e “animação”. É esconder o vazio com a paródia. É cultivar o clientelismo e a dependência. É preferir o truque, o tráfico de influências, a gestão dos interesses, a negociata.

O populista odeia o trabalho, o estudo, o rigor, o planeamento, o médio prazo, a transparência, a prestação de contas, o compromisso, o escrutínio, o debate de ideias. O populista adora a multidão e a rua tanto quanto aborrece os cidadãos e a cidade.

O populista não olha a meios para atacar os adversários e procura sistematicamente feri-los na sua honra e dignidade.

Há quem se renda ao populista porque confia que lhe traz vantagens no imediato, mesmo sabendo que o preço a pagar será enorme. Há quem se renda porque no fundo se revê nele, porque lhe inveja a desenvoltura e o sucesso. Há quem se renda porque desistiu de pensar e agir com responsabilidade.

Quem se rende ao populismo não ama a democracia.

Augusto Santos Silva"

in http://blog.fundacaorespublica.pt/?p=176

Assenta como uma luva. Clara a definição, simples o enunciado. Vale ao político que poucos sabem ou ousam "intelegere".

Todos diferentes e nada iguais

Para reflexão aqui ficam alguns dados extraídos do sítio Observatoire des Inégalités. Merece bem ser explorado. Mais do que com propaganda e alrdes ridículos sobre décimas de pontos percentuais, é na crua realidade dos factos que temos que encarar a realidade. Para dados em português http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/
Salaire minimum en Europe et aux Etats-Unis
Salaire mensuel brut en vigueur au 1er janvier 2007 (sauf Grèce juillet 2006)

En euros
En parité de pouvoir d'achat
Luxembourg15701503
Irlande14031141
Royaume-Uni13611292
Pays-Bas13011244
Belgique12591203
France12541150
Grèce668768
Espagne666724
Malte585805
Slovénie522701
Portugal470546
Turquie298498
Rép. Tchèque288465
Hongrie258423
Pologne246389
Estonie230362
Slovaquie217351
Lituanie174324
Lettonie172310
Roumanie114204
Bulgarie92216
Etats-Unis676779

Source : Eurostat, Office statistique des Communautés européennes. Année des données : 2007

Pour plus d’information, Salaires minima 2007, Eurostat, Statistiques en bref n°71/2007



Les inégalités de revenus dans les pays riches
Unité : Indicateur de Gini

Indicateur d'inégalités
Danemark0,232
Suède0,234
Autriche0,265
Finlande0,269
Belgique0,271
Pays-Bas0,271
Norvège0,276
France0,281
Allemagne0,298
Australie0,301
Moyenne OCDE0,311
Corée0,312
Canada0,317
Espagne0,319
Japon0,321
Grèce0,335
Irlande0,328
Grande-Bretagne0,335
Italie0,352
Etats-Unis0,381
Portugal0,385



Taux de pauvreté des enfants
Unité : %

Taux avant transferts
Taux après transferts
Evolution années 90*
Danemark11,82,4+ 0,6
Finlande18,12,8+ 0,5
Norvège15,53,4- 1,8
Suède18,04,2+ 1,2
Rép. Tchèque15,86,8+ 4,1
France27,77,5- 0,2
Belgique16,77,7+ 3,9
Hongrie23,28,8+ 1,9
Pays-Bas11,19,8+ 1,7
Allemagne18,210,2+ 2,7
Grèce18,512,4- 0,3
Pologne19,912,7+ 4,3
Espagnenc13,3+ 2,7
Japonnc14,3+ 2,3
Australienc14,7- 1,7
Canada22,814,9- 0,4
Royaume-Uni25,415,4- 3,1
Portugal16,415,6+ 3,2
Irlande24,915,7+ 2,4
Nouvelle-Zélande27,916,3+ 2
Etats-Unis26,621,9- 2,4
Mexique29,527,7+ 3
* différence entre 1991 et 2000, en points de %, entre la proportion d’enfants pauvres.
Source : UNICEF, Rapport sur la pauvreté des enfants. Année des données : 2005

sábado, 20 de dezembro de 2008

Manuel Alegre

Com a responsabilidade do meu voto e do grande envolvimento na campanha presidencial de Manuel Alegre, tenho a grata satisfação de poder afirmar que continuo a ser apoiante indefectível até pelo facto do seu comportamento político e pessoal continuar a ser irrepreensível. Para aqueles que perderam a Grande Entrevista aqui vai ficar o link para uma entrevista que vale a pena ver e ouvir com a máxima atenção:

http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=1-parte-do-programa-de-2008-12-18.rtp&post=579

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Com o nariz na gamela

"Nos primeiros 11 meses de 2008 a Câmara de Lisboa gastou pelo menos 463 mil euros em pareceres jurídicos e advogados particulares. Só em seis pareceres para responder ao Tribunal de Contas foram gastos mais de 102 mil euros. O quadro do município conta com 238 juristas."

in http://jornal.publico.clix.pt/

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Beleza

O sapatinho

Quem é que resiste?

http://bushbash.flashgressive.de/

http://www.sockandawe.com/

O segundo sítio, com quase cinco milhões de visitantes, é praticamente impossível de abrir.

Em vez de bonecos no sapatinho, sapatinhos no boneco.

(Aqui fica uma versão portuguesa...)

A cegueira

Foi com grande expectativa que assisti, há bastante tempo, à visita de membros do nosso governo à Finlândia e à admiração que o sistema de ensino deste país suscitou. Mal sabia eu que tudo não passava de mais um exercício de demagogia barata (barata porque os nossos cidadãos aceitam propaganda em saldo). Para aqueles privilegiados que ainda compreendam francês aqui fica um pequeno artigo com negritos meus. Quem não compreender veja neste post um incentivo à frequência das Novas Oportunidades pois, mesmo que não consiga compreender nada do que a seguir transcrevemos, poderá sempre encaixilhar o diploma:

(in http://inegalites.fr/spip.php?article969&id_mot=31)

"La Finlande, terre d’élection de l’équité éducative
le 11 décembre 2008 
En matière d’éducation, la Finlande qui brille par les performances de ses élèves est aussi un pays où les inégalités de réussite sont les plus faibles. Quels sont les atouts de son système éducatif ? Une analyse de Paul Robert, principal de collège et auteur de La Finlande, un modèle éducatif pour la France ? Les secrets de la réussite, ESF éd.. Extrait des Cahiers pédagogiques.

La Finlande, c’est maintenant bien connu, brille par les performances de ses élèves de 15 ans qui raflent tous les trois ans les podiums des évaluations PISA. Cette constance dans l’excellence, déjà par elle-même remarquable, ne doit pas masquer un autre enseignement de ces enquêtes internationales qui regroupent désormais, au-delà des 30 pays de l’OCDE, 27 pays associés : la Finlande est aussi le pays où les écarts de performance entre élèves sont le plus réduits et où l’impact des conditions socio-économiques est le mieux corrigé. Comment la Finlande parvient-elle à mettre en œuvre, à l’issue de la scolarité obligatoire, une telle équité éducative ? La question mérite d’être posée alors qu’en France, pays qui a inscrit « l’égalité des chances » dans le marbre de ses lois d’orientation, les écarts entre élèves ne cessent de se creuser et que le nombre des laissés-pour-compte de l’éducation reste exceptionnellement élevé.

Il y a 40 ans, la Finlande était dotée d’un système, largement inspiré de l’Allemagne, qui se caractérisait par une sélection précoce et des filières très étanches. Lorsqu’au début des années 1970, la Finlande décida de profondément modifier ce système en créant une école fondamentale unique pour tous les élèves de 7 à 16 ans, les réformateurs s’attachèrent d’abord à construire les bases d’un consensus solide et durable autour de cet objectif : offrir à tous les élèves, quelles que soient leur langue maternelle, leur situation géographique et leur origine sociale, une école de même qualité à proximité de chez eux. Rude défi dans un pays caractérisé par un habitat très dispersé, avec de fortes disparités économiques régionales et comptant trois langues nationales! Les professeurs, notamment ceux du secondaire, ne virent pas tous d’un bon œil la perspective d’accueillir dans un même cursus des publics hétérogènes. On s’efforça, avec une grande diplomatie, de vaincre leurs réticences en acceptant provisoirement des compromis [1] et surtout en les associant étroitement à tous les stades d’élaboration et de mise en œuvre de la réforme. Moyennant quoi, l’objectif fondamental de la réforme ne fut jamais remis en question et l’on put mettre toute son énergie à édifier patiemment ce système qui suscite aujourd’hui l’admiration du monde.

Uniformiser les cursus n’était évidemment qu’une première étape dans la réalisation d’une véritable équité en matière éducative. L’humanisme pragmatique des Finlandais veilla ensuite à gommer tout ce qui, sur le plan matériel, pouvait créer des obstacles à la scolarité des enfants issus de familles socialement défavorisées, en instaurant la gratuité totale de l’éducation y compris pour les repas, les transports (au-delà de 5 km) et les fournitures scolaires. Car il apparaissait évident qu’avant d’attendre d’un enfant qu’il se consacre à l’acquisition des savoirs scolaires, il fallait d’abord s’assurer que ses besoins fondamentaux soient satisfaits.

La Finlande a également élaboré une conception intégrée de la protection de l’enfance où l’école joue un rôle central et où les personnels de l’éducation se sentent pleinement impliqués. Aucun professeur ne croit déchoir de sa mission d’enseignement en allant par exemple au domicile d’un élève afin de se rendre compte des conditions dans lesquelles il vit et travaille, quitte bien sûr à alerter les services sociaux ou de santé si la situation est telle qu’elle nécessite leur intervention.

Sur le plan scolaire, on s’applique à détecter au plus tôt les troubles de l’apprentissage. Le premier dépistage a lieu avant même l’entrée à l’école, ce qui permet aux professeurs d’élaborer, dès la première année, des plans individuels d’éducation qui précisent, pour chaque enfant les objectifs à atteindre en fonction de ses difficultés et les aides à mettre en place.

La Finlande a adopté une définition très large des élèves à besoins éducatifs spéciaux, puisqu’on compte qu’environ 30 % des élèves entrent là-bas dans cette catégorie, soit dix fois plus qu’en France. Les réponses qu’on leur apporte sont graduées en fonction des difficultés et privilégient le plus possible l’intégration. Seuls les élèves affligés de handicaps physique ou mental très lourds sont pris en charge par des institutions spécialisées. Tous les autres trouvent l’aide dont ils ont besoin au sein même de l’école. Chaque professeur a le devoir d’intervenir le plus tôt possible, au sein même de sa classe, pour tenter de pallier les difficultés de ses élèves, par des dispositifs de remédiation souples et évolutifs. La présence d’assistants d’éducation, en nombre conséquent dans chaque école, est précieuse car ils peuvent s’occuper, dans la classe, aux côtés du professeur, de petits groupes d’élèves. Lorsque les difficultés sont plus importantes (dyslexie lourde par exemple) on fait appel à un professeur spécialisé. Présents à raison d’un pour 100 élèves dans toutes les écoles, ces enseignants qui ont suivi une formation particulière, peuvent intervenir eux aussi au sein de la classe ou bien prendre en charge sur une partie de leur emploi du temps des groupes n’excédant jamais dix élèves. Leurs interventions se concentrent en général sur la langue maternelle et sur les mathématiques, parfois aussi sur la langue étrangère.

Il est frappant de constater que les élèves bénéficiant d’une aide spécifique sont deux fois plus nombreux dans les trois premières années de l’éducation fondamentale que par la suite. Ce qui laisse supposer que la moitié d’entre eux sont en mesure de réintégrer un cursus normal à partir de 10 ans.

Un tel résultat ne pourrait être obtenu sans un engagement massif et sans réserve des professeurs dans cette bataille pour l’équité éducative. Des soldats découragés n’ont jamais dressé de trophée de victoire, disait Platon… Contrairement à leurs homologues français qui, d’après une enquête réalisée pour la commission Pochard, sont 80% à ne plus croire à la démocratisation de l’éducation et à la possibilité de réaliser une plus grande égalité des chances, les professeurs finlandais considèrent comme un impératif catégorique de s’adresser à tous leurs élèves et de donner à chacun les moyens d’exprimer toutes ses potentialités, quelles que soient ses difficultés, en lui apportant les aides dont il a besoin. Pour que les professeurs français, comme leurs collègues finlandais, y croient encore et se donnent les moyens d’arriver à atténuer, si ce n’est à résorber, les inégalités scolaires, il faudrait assurément que cette dimension essentielle de leur métier soient pleinement intégrée dans leur formation, comme c’est le cas en Finlande.

Ce n’est donc pas par hasard que la Finlande est devenue la terre d’élection de l’équité éducative, mais grâce à une politique concertée dont l’objectif fondamental n’a jamais été remis en cause : construire une école fondamentale unique de qualité pour tous les élèves de 7 à 16 ans. Une fois le consensus établi autour de cet objectif, toutes les énergies ont pu se mobiliser pour réussir ce pari de la démocratisation que la France, sans cesse ballotée par des courants idéologiques contradictoires, n’est toujours pas parvenue à relever.

Paul Robert, principal du collège Nelson Mandela à Clarensac (30), auteur de La Finlande, un modèle éducatif pour la France ? Les secrets de la réussite. ESF éditeur, Pédagogies références, 160 pages, mars 2008.

Cet article est extrait des Cahiers pédagogiques "Égalité des chances ou école démocratique ?", n°467, novembre 2008."

Paradoxo

"A subida dos combustíveis é a principal razão para o aumento do preço da electricidade." 

Qual subida?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a estupidez

"Para a Plataforma Sindical, a revisão do ECD terá de contemplar necessariamente a substituição do modelo de avaliação e a eliminação da actual divisão da carreira em duas categorias.
Relativamente a este aspecto, Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que a estruturação hierárquica da profissão «é muito importante» para o Governo, podendo apenas ser discutida a forma como ela se concretiza. 
«A proposta do Governo estabelece a divisão da carreira em duas categorias. Podiam ser três ou quatro. Estamos disponíveis para discutir como se concretiza essa estruturação hierárquica, que significa sempre que os lugares de topo são em menor número do que os de início», afirmou, explicando que o Executivo não abdica da existência de quotas.
O Ministério da Educação antecipou para hoje a reunião com os sindicatos de professores sobre o modelo de avaliação de desempenho, que estava agendada para o início da próxima semana e na qual a Plataforma apresentou as suas propostas para este processo.
Lusa/SOL"
Cada português, cada pai deverá a partir de agora exigir só o melhor:

Cada criança portuguesa tem o direito de ser ensinada por um professor titular. Se lhe oferecerem menos que isso saiba que o seu filhote está a ser descriminado negativamente. Para os meus filhos há só um, titular ou nenhum. Não haja cá misérias.

Se soubessem quanto custa mandar...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Terça, Quarta, Quinta, ..... sete dias na semana...

Lembram-se daquela velha canção do António Mafra? Actualizada ficava assim:
Terça, Quarta, Quinta, sete dias na semana e só quatro para descansar... Até me parece que estou a ouvir um antigo chefe de bancada do PSD. Não estando disponível a canção apropriada fica aqui, ainda assim, um som do passado.

Arrebita, arrebita, arrebita - António Mafra

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Grande mesmo

Porque a todo o momento devemos recordar quem efectivamente merece e porque a 5 de Dezembro de 1791 morreu um dos maiores homens de todos os tempos deixo-vos aqui uma amostra da sua música sublime:

Trafulhice

Ouço Mário Nogueira e ouço Jorge Pedreira. Dizem coisas opostas como resultado de uma mesma reunião.

Não me agrada, não é um bom princípio do fim.

A Gazeta

Recentemente mais do que 50% dos cidadãos açorianos abstiveram-se nas eleições regionais. Ficámos preocupados com o nível de alheamento de toda essa população. Que dizer agora dos deputados? Então elegemos deputados para que se abstenham? Não é a primeira vez que tal acontece. É grave e está na origem de muita da desilusão dos portugueses. Será que este estado de coisas é aceitável? É para esta pouca vergonha que pagamos salários para depois assistir a esta bandalheira? É esta malta relaxada que depois vem falar de cátedra para muitos muito melhores que eles?

Basta!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Descubra as diferenças

Licenciada em Direito, Conservatório de Piano e Bailado, confessa que não sabe cozinhar. É a Ministra Italiana da Igualdade.







Doutorada em Sociologia, antiga professora primária, confessou que sabe fazer fatinhos de bonecas e é especialista nos engenheiros em Portugal (com ou sem fax) e talvez por isto tenha sido escolhida pelo senhor engenheiro.










Descubra as diferenças

Jorge Pedreira

Ouço Jorge Pedreira e é difícil aceitar o cinismo com que fala. Que está aberto ao diálogo e todos nós sabemos que é uma mentira descarada. Refere que o que os professores (para Pedreira são só os Sindicatos) agora reinvindicam é o fim do desenho de carreira que o ministério fez aprovar há dois anos. Pois fazem muito bem. A divisão da carreira dos professores é um atentado à essência do que é ser par, ser colega, é um crime com consequências insondáveis.

A luta continua, obviamente. As crianças portuguesas merecem isso.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Contra a interrupção voluntário do choco

PS d

[...] o PS como um PSD [...]

Ana Benavente

Manuel Alegre

No meio de tantos milhões não há uns trocos para salvar o espólio de Fernando Pessoa.

Fernando quê? Perguntou o "enginhêro".

Já agora considero muito correcto que Manuel Alegre não dê confiança ao grupo parlamentar para assistir às reuniões. O que faria um homem como Manuel Alegre entre "yes men" paus para todo o voto?

Maior greve de sempre

Pela primeira vez o Governo reconhece que uma greve de professores teve uma adesão significativa. Falta o próximo passo de inteligência. Tudo o que é significativo tem um significado que merece ser analisado e tido em consideração. 

Quando as decisões de um governo atentam contra a lógica essencial e os valores mais intrínsecos de uma realidade como a das escolas estamos perante a pior das teimosias e uma ignorância destrutiva.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Antes e depois

18-11-2008
"O presidente da Pró-Ordem dos Professores, Filipe do Paulo, afirmou ter sido impedido de concluir uma intervenção quando pretendia pedir a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues.
"Aquilo que me transmitem é que esta situação só se desbloqueará com a mudança de actores no Ministério da Educação", afirmou Filipe do Paulo, acrescentando ter-se sentido "bastante condicionado" por não lhe terem permitido concluir a intervenção em que pretendia demonstrar "que a política educativa que tem sido seguida, de afrontamento a toda uma classe profissional, falha por ter falta de bom senso".
"Se este modelo de avaliação tinha boas intenções, ele acaba por falhar redondadamente porque cada vez se está a revelar mais inexequível", concluiu."
(http://jn.sapo.pt/paginainicial/Nacional/interior.aspx?content_id=1045929)

28.11.2008
"O presidente da Pró-Ordem dos Professores, Filipe do Paulo, que afirmou no final da reunião de 18 de Novembro da ministra com militantes do PS ter sido impedido de concluir uma intervenção quando pretendia pedir a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues, viu hoje em José Sócrates "uma grande abertura ao diálogo".
"Verifica-se que o Governo recuou significativamente nestas matérias. Importa agora que os sindicatos também não radicalizem posições e consigam aproveitar esta abertura para, em diálogo e negociação, conseguirmos alguns avanços", disse Filipe de Paulo aos jornalistas, no final da reunião.
Para o dirigente da Pró-Ordem, importa "começar desde já a negociação do novo modelo de avaliação e trabalhar de imediato na desburocratização do actual modelo para o tornar exequível nas escolas".
(http://jn.sapo.pt/paginainicial/Nacional/interior.aspx?content_id=1051960)


Transcrevemos as duas notícias pelo simples facto de evidenciarem uma cambalhota. É verdade que é a cambalhota de alguém que representa muito pouca gente. É difícil compaginar a elevação intelectual exigível a quem quer criar uma Ordem com a pobreza de solidez lógica que transparece destas duas citações. Por outro lado nem se percebe como é possível este dirigente prestar-se à palhaçada e encenação em que se tornaram estes encontros do PM com professores militantes do PS, ao que acresce ter sido o próprio grupo parlamentar do PS a pôr fim à própria razão de ser desta organização ao negar peremptoriamente a possibilidade de ser constituída uma Ordem dos Professores.

Só a verticalização absoluta do Partido, a total ausência de debate ao nível das bases do partido, a arrogância de presidentes de distrital, a ignorância absoluta de alguns presidentes de concelhias, a cumplicidade interesseira de muitos eleitos e a desilusão da esmagadora maioria de professores militantes é que impede os professores Socialistas Militantes de fazerem ouvir a sua voz no interior do partido. Só a casmurrice ignorante de um secretário geral que atraiçoa os valores mais elementares do partido que dirige, aliada à cobardia de todos aqueles que se sentem nas várias calhas, permitem o atentado que neste momento se está a cometer contra a educação em Portugal.
Demóstenes por mais que acenda a candeia tem dificuldade em enxergar...

Miguel Sousa Tavares

Normalmente não tenho grande empatia com a opinião de Miguel Sousa Tavares, mas este fim de semana publica no Expresso um artigo em que é cada tiro seu melro. Boas Malhas...

"
[...]
Se já para o BPN pouca verdade havia no argumento de salvaguardar as poupanças dos clientes 'inocentes' (mas que escolheram o BPN porque lhes pagava anormalmente mais...), no caso do BPP esse argumento não resiste a nenhum critério de verdade ou de justiça social. Se os prejuízos dos investimentos de risco no BPN devem ser cobertos pelo Estado, então também terão de o ser os prejuízos de todos os que, noutros bancos ou individualmente, tinham acções ou obrigações cujo valor a crise varreu. E todos aqueles a quem a vida correu mal e a crise não ajudou. E com que dinheiro se fará essa monumental operação de resgate nacional? Sobe-se o IRS dos camelos para 45% e acrescentam-se mais uns anos e uns milhões aos encargos com a dívida pública que vamos deixar às gerações seguintes?"
(http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/465469)

Vale bem a pena ler.