domingo, 8 de fevereiro de 2009

DEM

"Falta ainda a promulgação do Presidente da República e a publicação de duas portarias regulamentares para que os "chips" nas matrículas passem a ser obrigatórios. É este o sistema que o Executivo pretende utilizar para cobrar portagens nas Scut do Grande Porto, Costa da Prata e Norte Litoral, que anunciou em 2007. E que a tutela diz que vai criar uma oportunidade de negócio para as tecnológicas - potenciais fornecedores de aparelhos - de 150 milhões de euros." in http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=353062


Mais um imposto de dez euros por cabeça de automobilista, pelo menos. Aqui fica parte do que já há largos meses publiquei:

" [...] E que dizer do Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM)? Esta medida criará uma oportunidade de negócio no valor de 150 milhões de euros (segundo o CM). Serão mais 150 milhões a ser transferidos dos bolsos dos portugueses para parte incerta. Com identificadores em cada automóvel podemos até levar o conceito de utilizador/pagador um pouco mais longe e ter impostos de circulação proporcionais aos quilómetros percorridos. Um breve exercício de imaginação pode levar-nos a múltiplos possíveis, e se possíveis um dia prováveis, desenvolvimentos destes mecanismos de vigilância electrónica para um eventual mecanismo DEI (Lat. de Deus), Dispositivo Electrónico de Identificação. Se o nosso Ministério da Agricultura (em 2004) chegou a acordo com uma corporação americana denominada Anjo Digital para aplicar “chips” nos nossos melhores amigos, a versão portuguesa para seres humanos teria certamente um consórcio nacional, talvez um Deus Digital SA, a promover o desenvolvimento e injecção de tais produtos no ombro dos passivos portugueses. Do “chip” na matrícula ao “chip” no ombro vai um passo bem pequeno e as vantagens seriam evidentes. Acabaria a dificuldade em identificar condutores infractores, à entrada num hospital não seria necessária nenhuma perda de tempo pois imediatamente, não só o paciente seria identificado, como toda a sua história clínica estaria disponível para consulta pelo pessoal médico, a nível bancário acabariam PINs e assinaturas, todos os plásticos na carteira seriam substituídos com evidentes benefícios ecológicos. Tanta gente com pedras no sapato, condutores com grão na asa, por que não cidadãos com “chips” no ombro? Do alto, baixo, intermédio ou do nada donde defuntos PIDEs, KGBs, GESTAPOs e quejandos nos miram, que suspiros de inveja, que ais de vergonha pelas incipientes toneladas de ficheiros acumulados por bufarias várias com que quiseram controlar os povos. Se permitisse a acusação e castigo dos abusadores das casas pouco pias será que valia a pena?

In O Ilhavense, 10/09/2008"

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Um blogue de
M. Rocha Carneiro

As Memórias de Música

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