sábado, 17 de outubro de 2009
Para divulgação
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Lisboa é nossa
Cuidado com as certezas. A história é muito traiçoeira...
domingo, 20 de setembro de 2009
Séries
domingo, 24 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Manuel Alegre
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Falar Claro 07.05.2009
Frase do ano
Ouvido na RTPn
terça-feira, 31 de março de 2009
Corrupção para acto lícito
terça-feira, 24 de março de 2009
Caiu na caixa e na "mouche"
Mário Crespo ("Jornal de Notícias")
11h22m
Ouvir dizer ao mais alto nível do Estado que não há soluções para o horror do desemprego é ouvir dizer que o Estado faliu. Meia centena de trabalhadores despedidos de fábricas em Barcelos e Esposende tiveram essa experiência de anticidadania. Numa visita, o presidente da República foi confrontado com um grupo de desempregados que empunhavam cartazes pedindo ajuda. Foi ter com eles e disse-lhes que não tinha nenhuma solução para os seus problemas.
Para um chefe de Estado é proibido dizer isso aos seus concidadãos e depois embarcar num carro alemão de alto luxo e cilindrada, acenando, apoquentado, aos que nada têm.
É isso que faz querer que os ricos paguem as crises.
Só se é chefe de um Estado para trabalhar na busca de soluções e encontrá-las. Sem isso não se é nada. Ser presidente em Portugal não é um cargo ritual. O presidente tem nas mãos ferramentas poderosas para influenciar o destino do país. Pode nomear e demitir governos, chamar agentes executivos e executores, falar aos deputados sempre que quiser, reunir conselheiros, motivar empresários, admoestar ministros e deve, sobretudo, exigir resultados. Ser chefe de Estado em Portugal inclui poderes executivos, e como tal, ter responsabilidades de executivo. Ao dizer que não tem soluções para as vítimas do descalabro que há três décadas estava em gestação no país onde ocupou os mais elevados cargos, o presidente da República dá à Nação a mensagem de que nem ao mais alto nível há o sentido da responsabilidade nem a cultura de responsabilização.
Ao dizer aos desempregados de Barcelos que nada pode fazer, o presidente diz a todo o Portugal que o Estado e o seu sistema não são mais do que um imenso círculo de actores autodesresponsabilizados que vão passando a batata-quente de uns para os outros. Depois destas declarações aos desempregados, o célebre letreiro "The Buck Stops Here", que Roosevelt tinha na sua secretária, não tem lugar na mesa de trabalho do presidente português. Com esse letreiro, que equivale a dizer que a batata-quente não passa daqui, Roosevelt lançou as bases da maior economia do Mundo das cinzas da grande depressão. Em Portugal, na maior depressão de sempre, o presidente diz que não tem soluções. Devia tê-las. Aníbal Cavaco Silva desde Sá Carneiro que participa no Governo. Dirigiu executivos durante a década em que Portugal teve a oportunidade histórica de ter todo o dinheiro do Mundo para se transformar num país viável. Mesmo com a viabilidade da economia questionada, Cavaco Silva, como profissional que é, regressa à política com uma longa e feroz luta pela presidência da República. Assumiu-se como a "boa moeda" que conseguiria resistir às investidas das "más moedas", na sua cruel pedagogia da Lei de Gresham, que foi determinante para aniquilar um governo do seu próprio partido e dar-lhe a chefia do Estado.
É um homem de acção impiedosa e firme, quando a quer ter.
Se o pronunciamento que fez de não ter soluções para esta crise foi uma tentativa de culpabilizar só o Governo, então foi de um insuportável, mas característico, tacticismo. Se foi sincero, então foi vergado pelo remorso, e anunciou que a sua longa carreira de político e de homem público chegou ao fim."
sábado, 7 de março de 2009
Lellices
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Taxas Moderadoras
do Lat. * moderare por moderari
v. tr.,
acomodar às conveniências;
reprimir;
conter;
regular;
diminuir;
abrandar;
dirigir ou coordenar mesa redonda, debate ou reunião;
v. refl.,
não cometer excessos;
ter mão em si.
Bom-senso
s. m.,
disposição natural para julgar correctamente nas questões concretas que não admitem uma evidência lógica simples.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Não há crise
Em Portugal, minha mãe, tudo vai bem.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Anda Tudo Parvo
Apesar de tudo persistem no nosso quotidiano situações de contradição e paradoxo difíceis de compreender. Recentemente o senhor Presidente vetou uma lei que previa o fim do voto por correspondência dos nossos emigrantes. Curiosa lei que retira mais um direito àqueles que durante décadas foram a mão salvadora da nossa balança de pagamentos, assegurando com as suas remessas que a falência do país não chegasse mais cedo. Fecharam-se delegações consulares, mantiveram-se na instabilidade os trabalhadores de consulados e embaixadas, delapidou-se o erário público alugando instalações, a peso de ouro, em zonas prestigiadas das capitais do mundo, quando a compra desses edifícios seria infinitamente mais vantajosa. O Ministério dos Negócios Estrangeiros teve sempre destes negócios. Quando as recentes eleições regionais dos Açores revelaram uma abstenção de 53,24 por cento, não conseguimos compreender o sentido ou a preocupação dos nossos excelsos legisladores. Então não haveria lugar a tornar mais fácil a participação dos cidadãos? Num tempo em que se declaram impostos, se obtêm registos automóveis e, milagre dos milagres, até já toda a documentação predial começa a ser tratada num ápice fruto do maravilhoso mundo novo da internet, como compreender que os representantes do povo não se empenhem em representar o povo com um mandato que lhes seja efectivamente conferido por todo o povo? Ensina a História, a quem se dá a esse trabalho, que sempre que um povo se alheia do seu destino, haverá também oportunistas que desvirtuam a dimensão ética das suas funções de representação.
Claro que podemos ficar tranquilos quando temos o parlamento polvilhado de deputados sem medo, insensíveis a pressões, às erradas, claro, às de cidadãos eleitores. Deputados de psitacismo célere e servil, repetindo, pressurosos, as palavras do caudilho do momento. É de tal forma evidente que de nada serve elegermos duzentos e trinta deputados quando a disciplina de voto leva a vastíssima maioria a levantar o “derrière” da cadeira ao toque de apito dos capatazes de serviço. Para este espectáculo lastimável bastariam cinco deputados, cada um valendo o número de votos expressos em eleições. Que poupança, que ajuda para o equilíbrio das finanças públicas.
A propósito lembremo-nos de Camões e do Canto IV dos Lusíadas:
"—Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
[...]
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!”
Prof. M. Rocha Carneiro
In O Ilhavense de 10-02-2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
DEM

Mais um imposto de dez euros por cabeça de automobilista, pelo menos. Aqui fica parte do que já há largos meses publiquei:
" [...] E que dizer do Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM)? Esta medida criará uma oportunidade de negócio no valor de 150 milhões de euros (segundo o CM). Serão mais 150 milhões a ser transferidos dos bolsos dos portugueses para parte incerta. Com identificadores em cada automóvel podemos até levar o conceito de utilizador/pagador um pouco mais longe e ter impostos de circulação proporcionais aos quilómetros percorridos. Um breve exercício de imaginação pode levar-nos a múltiplos possíveis, e se possíveis um dia prováveis, desenvolvimentos destes mecanismos de vigilância electrónica para um eventual mecanismo DEI (Lat. de Deus), Dispositivo Electrónico de Identificação. Se o nosso Ministério da Agricultura (em 2004) chegou a acordo com uma corporação americana denominada Anjo Digital para aplicar “chips” nos nossos melhores amigos, a versão portuguesa para seres humanos teria certamente um consórcio nacional, talvez um Deus Digital SA, a promover o desenvolvimento e injecção de tais produtos no ombro dos passivos portugueses. Do “chip” na matrícula ao “chip” no ombro vai um passo bem pequeno e as vantagens seriam evidentes. Acabaria a dificuldade em identificar condutores infractores, à entrada num hospital não seria necessária nenhuma perda de tempo pois imediatamente, não só o paciente seria identificado, como toda a sua história clínica estaria disponível para consulta pelo pessoal médico, a nível bancário acabariam PINs e assinaturas, todos os plásticos na carteira seriam substituídos com evidentes benefícios ecológicos. Tanta gente com pedras no sapato, condutores com grão na asa, por que não cidadãos com “chips” no ombro? Do alto, baixo, intermédio ou do nada donde defuntos PIDEs, KGBs, GESTAPOs e quejandos nos miram, que suspiros de inveja, que ais de vergonha pelas incipientes toneladas de ficheiros acumulados por bufarias várias com que quiseram controlar os povos. Se permitisse a acusação e castigo dos abusadores das casas pouco pias será que valia a pena?
In O Ilhavense, 10/09/2008"
sábado, 7 de fevereiro de 2009
ASS dixit
Não lembrava a mais ninguém, só o estrabismo político de ASS (Augusto Santos Silva) poderia colocar o PS na extrema esquerda da política portuguesa.
Da próxima vez que os detentores de qualificações em inglês técnico assistam a algum filme inglês, em voz original, não deverão ver em afirmações como "You're talking through your ASS" qualquer referência ao insigne ministro.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Socialistas de pé

"Com a abstenção da deputada socialista Matilde Sousa Franco, os diplomas do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) somaram 113 votos favoráveis e 114 votos contra.Apesar da diferença registada ser de apenas um voto, se tivesse havido um empate a votação teria de ser repetida e o artigo 99 do Regimento da Assembleia da República estabelece que "o empate na segunda votação equivale a rejeição".
Manuel Alegre, Teresa Alegre Portugal, Julia Caré e Eugénia Alho foram os quatro socialistas que votaram favoravelmente, juntando-se às bancadas da oposição, que tinham hoje todos os seus deputados presentes no momento das votações."
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Hoje é dia de recordar o que é o populismo
Populismo é substituir os cidadãos pelas massas, a política pela festa, as ideias pelo glamour. Populismo é fazer-se de vítima e piscar o olho aos ressabiados dos vários quadrantes. É escarnecer dos que têm noção de serviço público. É exibir a mania das grandezas, prometer “obra” e “animação”. É esconder o vazio com a paródia. É cultivar o clientelismo e a dependência. É preferir o truque, o tráfico de influências, a gestão dos interesses, a negociata.
O populista odeia o trabalho, o estudo, o rigor, o planeamento, o médio prazo, a transparência, a prestação de contas, o compromisso, o escrutínio, o debate de ideias. O populista adora a multidão e a rua tanto quanto aborrece os cidadãos e a cidade.
O populista não olha a meios para atacar os adversários e procura sistematicamente feri-los na sua honra e dignidade.
Há quem se renda ao populista porque confia que lhe traz vantagens no imediato, mesmo sabendo que o preço a pagar será enorme. Há quem se renda porque no fundo se revê nele, porque lhe inveja a desenvoltura e o sucesso. Há quem se renda porque desistiu de pensar e agir com responsabilidade.
Quem se rende ao populismo não ama a democracia.
Augusto Santos Silva"
in http://blog.fundacaorespublica.pt/?p=176
Assenta como uma luva. Clara a definição, simples o enunciado. Vale ao político que poucos sabem ou ousam "intelegere".
Todos diferentes e nada iguais
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Pour plus d’information, Salaires minima 2007, Eurostat, Statistiques en bref n°71/2007
| Les inégalités de revenus dans les pays riches Unité : Indicateur de Gini | |
| Indicateur d'inégalités | |
| Danemark | 0,232 |
| Suède | 0,234 |
| Autriche | 0,265 |
| Finlande | 0,269 |
| Belgique | 0,271 |
| Pays-Bas | 0,271 |
| Norvège | 0,276 |
| France | 0,281 |
| Allemagne | 0,298 |
| Australie | 0,301 |
| Moyenne OCDE | 0,311 |
| Corée | 0,312 |
| Canada | 0,317 |
| Espagne | 0,319 |
| Japon | 0,321 |
| Grèce | 0,335 |
| Irlande | 0,328 |
| Grande-Bretagne | 0,335 |
| Italie | 0,352 |
| Etats-Unis | 0,381 |
| Portugal | 0,385 |
| Taux de pauvreté des enfants Unité : % | |||
| Taux avant transferts | Taux après transferts | Evolution années 90* | |
| Danemark | 11,8 | 2,4 | + 0,6 |
| Finlande | 18,1 | 2,8 | + 0,5 |
| Norvège | 15,5 | 3,4 | - 1,8 |
| Suède | 18,0 | 4,2 | + 1,2 |
| Rép. Tchèque | 15,8 | 6,8 | + 4,1 |
| France | 27,7 | 7,5 | - 0,2 |
| Belgique | 16,7 | 7,7 | + 3,9 |
| Hongrie | 23,2 | 8,8 | + 1,9 |
| Pays-Bas | 11,1 | 9,8 | + 1,7 |
| Allemagne | 18,2 | 10,2 | + 2,7 |
| Grèce | 18,5 | 12,4 | - 0,3 |
| Pologne | 19,9 | 12,7 | + 4,3 |
| Espagne | nc | 13,3 | + 2,7 |
| Japon | nc | 14,3 | + 2,3 |
| Australie | nc | 14,7 | - 1,7 |
| Canada | 22,8 | 14,9 | - 0,4 |
| Royaume-Uni | 25,4 | 15,4 | - 3,1 |
| Portugal | 16,4 | 15,6 | + 3,2 |
| Irlande | 24,9 | 15,7 | + 2,4 |
| Nouvelle-Zélande | 27,9 | 16,3 | + 2 |
| Etats-Unis | 26,6 | 21,9 | - 2,4 |
| Mexique | 29,5 | 27,7 | + 3 |
| * différence entre 1991 et 2000, en points de %, entre la proportion d’enfants pauvres. | |||
| Source : UNICEF, Rapport sur la pauvreté des enfants. Année des données : 2005 | |||
